Os problemas da banda larga no Brasil

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Para ter 100% de internet, só roubando do vizinho

A Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada, em 2016, prometem alavancar ainda mais o crescimento da penetração da internet em banda larga no Brasil a partir do ano que vem. Segundo o relatório recém-divulgado Barômetro Cisco de Banda Larga 2.0, o país atingiu 27 milhões de conexões no primeiro trimestre deste ano. A expectativa é que este número ultrapasse as 28 milhões de conexões até o fim de 2013.

Apesar do crescimento do acesso, a internet banda larga no Brasil ainda é cara e a qualidade é baixa. Há pouco mais de um ano, a Anatel acompanha a qualidade oferecida pelas operadoras. Atualmente, a velocidade mínima que as operadoras precisam entregar é de pelo menos 30% do contratado em 70% do tempo. As operadoras se defendem e explicam que isso se deve ao fato de não terem controle sobre oscilações na rede. Porém, mais do que isso, as essas empresas vendem mais contratos do que suportam atender. Assim, em horários de pico – quando há mais gente conectada –, claro, a velocidade cai consideravelmente.

"É verdade, a velocidade fica mais baixa, porque você está compartilhando a rede da operadora com todos os demais usuários", explica Rodrigo Filev, professor de ciência da computação da FEI.

A infraestrutura de rede existente tenta, na média, tratar todos os usuários igualmente. Mas a lentidão nos horários de pico depende também do plano contratado de maior ou menos capacidade de transmissão.

"Em geral, independentemente do seu plano, cai pra todo mundo. Mas operadoras têm tecnologia para garantir o serviço, o que implicaria que para alguns clientes seria possível entregar uma qualidade melhor - como menos lentidão em horário de pico -, enquanto outros teríam menos recursos para isso", esclarece Rodrigo.

Segundo o professor, as redes de banda larga no Brasil não são ruins ou mal feitas; talvez insuficientes. As operadoras investem constantemente em infraestrutura, mas parece que não conseguem acompanhar a demanda de novos usuários. Para isso, seria necessário ainda mais investimento.

Independentemente de uma possível melhora, a questão é que, nos horários de pico, sempre vai haver uma queda. Ela pode até chegar a ser quase imperceptível algum dia, mas haverá, uma vez que o meio é compartilhado. O especialista diz que seria, sim, possível oferecer serviço melhor, mas lembra que (como explicamos no início), em qualquer horário, o usuário normalmente não alcança os 100% da velocidade contratada.

A tecnologia ajuda quem precisar dar prioridade a algum tipo de serviço, como um serviço de voz sobre IP, por exemplo. "Tem equipamntos que você pode colocar na sua casa - os roteadores Wi-Fi - que você pode configurar por serviço", comenta o professor.

A fibra óptica, que por enquanto chegou apenas em pouquíssimos lugares, pode melhorar esse cenário. Com ela, cresce muito a capacidade de entrega de banda para o usuário: melhor estrutura e melhor serviço. Mas para haver qualquer melhora, a chegada da fibra precisa ser acompanhada também da evolução dos planos; com velocidades maiores.

Aqui no site você encontra uma ferramenta confiável que pode ser usada para medir a qualidade da sua conexão. Aproveite e confira uma matéria em que um especialista explica que o maior erro está no plano de negócio das operadoras. Esse “overbooking” de contratos e a discrepância entre infraestrutura e crescimento de usuários precisa mudar. Acesse, confira e aproveite para deixar sua opinião no nosso Fórum. Participe.

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