A revolução dos chips de radio-frequência no varejo; veja os resultados

Já faz tempo que a gente fala e mostra as vantagens do uso do RFID para o varejo: nas duas pontas, tanto para o estabelecimento quanto para o consumidor. As etiquetas de identificação por rádio frequência são apenas a ponta do iceberg de uma grande revolução. Quando comparado aos - agora quase ultrapassados - códigos de barras, a principal diferença do RFID é a velocidade de leitura das informações combinada com a garantia de identificação única por produto - ou por etiqueta.

Se falar, descrever benefícios e vantagens, ainda não é suficiente, a gente mostra. O que até pouco tempo atrás a gente chamada de varejo do futuro, já é realidade… e aqui no Brasil. Viemos conhecer o segundo maior case de sucesso da implementação de RFID no mundo! Este atacadista de roupas infantis trabalha com mais de 550 fornecedores e 45 mil itens de estoque diário controlados um a um por cor e tamanho.

As antenas de rádio frequência estão espalhadas por todas as partes. Quando a mercadoria chega na loja, ainda embalada, ela já deve estar etiquetada com as tags eletrônicas. O acordo é este: para vender aqui, o próprio fornecedor é responsável por identificar cada uma das suas peças. Da porta da loja para dentro, a primeira parada é neste portal, onde toda a remessa é conferida e adicionada eletronicamente ao estoque em questão de segundos… antigamente, eram 18 pessoas conferindo as entregas por amostragem.

Uma vez na loja, os produtos são distribuídos nas prateleiras. O controle de inventário é feito quase que diariamente, assim.

Para o consumidor, que aqui só pode comprar no atacado, as etiquetas de RFID trouxeram uma experiência totalmente diferente dentro da loja. A única preocupação é encher o carrinho; quando quiser saber se já atingiu o valor máximo que pretende gastar, basta usar um “checa preços” como este. Com antenas de rádio frequência no interior, ao colocar o carrinho de compras dentro deste portal, todas as peças são identificadas em 1, 2, 3, 4, 5, 6 segundos! Rápido assim… Na tela, o cliente tem as informações de quantidade e valor total gasto até aquele momento para decidir se volta às compras ou se vai direto ao caixa.

Antes do RFID, o processo de checkout com códigos de barra levava cerca de uma hora. Dos 90 funcionários que liam os códigos, hoje apenas 30 fazem o mesmo trabalho com o RFID. E os antigos 40 caixas se resumiram a apenas 5 portais de fechamento com leitura por rádio frequência.

Os ganhos não param por aí. Se antes eles vendiam até 32 mil produtos por dia, atualmente esse número subiu para 75 mil itens. Em resumo, o maior resultado da logística 100% controlada, rastreada e identificada foi um aumento significativo nas vendas e quase que a eliminação de pequenos furtos por empregados. Mas, acredite, ainda é possível evoluir e, quem sabe se tornar no primeiro case mundial de RFID. O próximo passo é vencer a barreira da logística - que já está resolvida - e começar a usar esse volume enorme de informações diárias de dentro da loja como inteligência de mercado. Aí, o céu é o limite.

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