A tecnologia por trás da telefonia móvel

AMPS, TDMA, GSM, CDMA, EDGE e LTE são algumas das siglas que compõem esse universo

AMPS, TDMA, GSM, CDMA, EDGE e LTE. Juntas, para muita gente, essas siglas não são nada mais do que uma verdadeira sopa de letrinhas. Mas, mais uma vez, a gente explica: essas são as diferentes tecnologias usadas desde os anos 80 até hoje na telefonia móvel; isso mesmo, no seu celular. Será que você saberia dizer qual é utilizada no seu?
 

Bom, antes de começar, vale lembrar que a telefonia celular é um sistema de transmissão que utiliza ondas de radiofrequência; assim como o rádio e os walkie-talkies, por exemplo. Mas não tão simples assim; uma rede de telefonia celular divide determinada área geográfica em “células”. Cada célula possui uma estação rádio base formada por antenas com receptores e emissores de sinal, e ligada a uma centra telefônica. É com essas estações que os telefones se comunicam na hora de fazer ou receber uma chamada. Agora, vamos conhecer as diferentes tecnologias que permitem essa comunicação...
 

Começamos pela antiga e extinta rede 1G; sistema analógico que era designado pela sigla AMPS – Advanced Mobile Phone System (ou Sistema Avançado de Telefonia Móvel). Utilizado pela primeira vez comercialmente em 1983, o AMPS operava na frequência de 850 megahertz e foi desenvolvido originalmente apenas para o serviço de transmissão de voz.
 

Já em uma fase seguinte, no 2G, surgiu o TDMA, sigla para Time Division Multiple Access (ou Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo). A tecnologia digital operava em duas faixas de frequência: nos 800 e nos 1900 megahertz. Utilizando banda estreita, o sinal de voz era convertido para digital e comprimido, assim ocupando menos espaço e permitindo um número três vezes maior do que o antigo AMPS. Sistemas TDMA foram muito utilizados a partir da década de 90.
 

Ainda de segunda geração, o GSM, sigla para Global System Mobile Communications (ou Sistema Global de Comunicações Móveis) funcionava de maneira bastante parecida ao TDMA; inclusive em frequências próximas: 900 e 1800 megahertz. O que mudou foi o uso da criptografia para tornar as ligações mais seguras. Mais do que isso, a tecnologia GSM introduziu os cartões SIM – os famosos chips que guardam as informações do telefone.
 

A última tecnologia da geração 2G foi o CDMA; Code Division Multiple Access (ou Acesso Múltiplo por Divisão de Código). Diferente do TDMA e do GSM, o CDMA funciona em banda larga. Depois de transformar o sinal de voz em digital, o CDMA divide a informação em vários pacotes e o distribui por toda banda disponível. Como cada chamada recebe um código único, muitas chamadas podem trafegar por toda a banda utilizada ao mesmo tempo. A única semelhança com o TDMA são as faixas de frequência de 800 e 1900 megahertz.
 

Antes de chegarmos ao 3G, passamos uma fase intermediária nessa evolução; o 2,5G. Antes, a telefonia celular permitia apenas comunicação por voz, mas como todos nós sabemos, hoje a telefonia móvel também possibilita a troca de mensagens de textos e acesso à internet. Estas possibilidades viraram realidade a partir dos padrões 2G, porém começaram a atrair usuários de maneira ampla com a chegada das tecnologias 2,5G.
 

Outros sistemas de comunicação surgiram nesse intervalo. A primeira tecnologia foi a GPRS, que elevou as taxas de transferência de dados nas redes GSM existentes. Ela permite o transporte de dados por pacotes, oferecendo uma taxa de transferência de dados que, na teoria, poderia ultrapassar a marca dos 170kbps (kilobits por segundo), mas normalmente não chega aos 80kbps (kilobits por segundo). O foco do GPRS é a transferência de dados; a conexão com a internet, graças à sua compatibilidade com o protocolo IP.
 

Também com base na tecnologia GSM, surgiu mais uma evolução cuja sigla é EDGE - Enhanced Data Rates for GSM (ou "Transferência de Dados Melhorada para a Evolução do GSM"). As características são muito similares às especificações do GPRS, inclusive na utilização de múltiplos slots nas conexões, mas a velocidade máxima teórica da tecnologia subiu para 473kbps. Há quem considere a tecnologia EDGE como parte da categoria 3G, mas oficialmente o padrão não é reconhecido como tal; no máximo um "2,75G".
 

Então chegamos à terceira geração de tecnologias de telefonia móvel; o 3G. O acesso à internet a partir do celular se torna mais popular com os padrões 3G por causa de sua velocidade. A primeira é a W-CDMA, um dos padrões escolhidos como tecnologia 3G. O W-CDMA é um padrão para uso de radiofrequência baseado nos mesmos conceitos de comunicação do CDMA. Porém, a velocidade de conexão é bem superior, chegando a 2Mbps (megabits por segundo). O padrão W-CDMA é mais uma evolução do GSM – e assim, o primeiro adotado pelas operadoras por oferecer custo reduzido.
 

Em seguida surgiu o HSPA, uma tecnologia de acesso que alcança, teoricamente, taxas de 7,2 Mbps (megabits por segundo). É uma evolução dos padrões GPRS e EDGE. Outra vantagem foi a possibilidade de suportar uma quantidade muito maior de usuários. O HSPA “evoluído” foi chamado de HSPA+ (PLUS) e, na teoria, trabalha com taxas de até 168Mbps (megabits por segundo).
 

Além de taxas maiores de transferência de dados, o HSPA+ também oferece menor tempo para o estabelecimento de chamadas, capacidade para uso de VoIP, melhor suporte a aplicações que exigem grandes quantidades de informações e, ainda assim, aproveitando toda a estrutura já existente do padrão HSPA.
 

Recentemente fomos oficialmente apresentados ao 4G. E você sabe qual foi a tecnologia de comunicação adotada? O LTE – Long Term Evolution (ou Evolução de Longo Prazo). O LTE chama a atenção pelas velocidades; podendo chegar a taxas de 300Mbps (megabits por segundo). Outro fator importante é a frequência do canal; quanto maior a frequência disponível, maior é a taxa de transferência de dados. Ainda que o LTE se apresente como um padrão muito avançado, já se fala em LTE Advanced. A expectativa é a de que esta variação possa oferecer taxas de até 1 Gbps (gigabit por segundo). O LTE pode funcionar com várias faixas de frequência. No Brasil, por exemplo, a tecnologia, quando estiver em funcionamento, deverá trabalhar com a faixa de 2,5 GHz.
 

Bom, depois de tantas siglas, agora você certamente vai entender melhor o que as operadoras oferecem. Qualquer dúvida, deixe seus comentários. Participe e faça parte você também da maior comunidade de tecnologia do Brasil.

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