Celulares aposentaram câmeras compactas; veja retrospectiva da evolução

Você ainda lembra do seu último celular sem câmera? Ou você nem tinha um ainda naquela época? Hoje qualquer smartphone, dos mais simples aos tops de linha, todos têm uma câmera fotográfica embarcada; muitas vezes, uma excelente câmera. Muita gente escolhe entre um ou outro modelo exatamente pela qualidade dos cliques e até das possibilidades que a câmera do dispositivo oferece. A maioria definitivamente já substituiu as câmeras compactas pelo celular. Mas para chegar nesse estágio, as lentes, sensores e os próprios telefones evoluíram muito...e agora a gente viaja um pouco na história. 

O primeiro celular com câmera embutida foi o SCH-V200, da Samsung, lançado na Coréia do Sul, em junho do ano 2000. A câmera digital era capaz de produzir até 20 fotos com uma resolução de 0,35 megapixels – hoje, quase nada, mas na época era uma foto no celular!

Durante uma boa fase, outros aparelhos surgiram com câmeras similares: qualidade sofrível e resolução de 640 por 480 pixels. De qualquer forma, era uma novidade que começava a mexer com o mundo da fotografia, afinal, a partir de então, a maioria das pessoas passou a carregar uma câmera digital no bolso 24 horas por dia... Até o final de 2003, a venda de celulares com câmera explodiu – mais de 80 milhões de aparelhos já haviam sido vendidos em todo o mundo.

No ano seguinte, em 2004, os telefones com câmera sofreram o primeiro grande avanço – surgiam então as primeiras câmeras embarcadas já com 1,3 megapixel, capazes de capturar 1280 por 960 pixels de resolução. Nessa época já dava para compartilhar as fotos sem a necessidade de descarrega-las em um computador e a qualidade também já era suficiente para imprimir as imagens em papel. Até o final de 2004, mais da metade dos aparelhos vendidos em todo o mundo já tinham câmera embarcada. Aí a febre pegou...

Nessa época, a Nokia dominava o mercado de celulares com câmera e deu um salto ainda maior quando lançou o modelo N90, com resolução de 2 megapixels, lentes Carl Zeiss, foco automático e até um flash de LED. Dois anos depois, em 2006, foi a vez da Sony dar sua cartada e se destacar nesse cenário. Além do foco automático e um flash de xênon, o Sony Ericsson K800i tinha uma câmera de 3,2 megapixels e até estabilização de imagem.

Mas foi em 2007, quase 10 anos atrás, que começou uma verdadeira corrida pela melhor qualidade nas câmeras dos celulares. Surgiram os primeiros aparelhos com 5 megapixels, como o Nokia N95. Também em 2007 surgiu o primeiro smartphone do mercado, o iPhone – mas o primeiro modelo ainda não apostava tanto na câmera do aparelho; tinha apenas 2 megapixels, não gravava vídeos e nem tinha flash.

De 2008 para frente, as resoluções começaram a ser cada vez maiores. Oito, 16...41 megapixels. Tudo ficou melhor: sensores maiores, lentes de melhor qualidade, processadores mais rápidos, maior poder computacional. Além disso, o que mexeu muito com a fotografia mobile foram os aplicativos e recursos embarcados nos próprios telefones como filtros para todos os gostos, possibilidade de edição, fotos panorâmicas e até vídeos em câmera lenta.

Hoje, as câmeras dos smartphone atingiram um nível que nem o entusiasta mais otimista poderia imaginar alguns anos atrás: foco a laser, câmeras duplas, vídeos em 4K. Definitivamente, as câmeras compactas estão fadadas a desaparecer do mercado.

E enquanto agora a gente imagina para onde vão essas super câmeras em super smartphones, aproveite essas dicas simples para tirar fotos cada vez melhor com seu smartphone: procure uma boa iluminação – pouca luz pode causar baixa nitidez, trepidação ou até granular a imagem; evite usar o zoom – zoom digital normalmente prejudica a qualidade das fotos; preste atenção no foco; e, por último, use e abuse de aplicativos para extrair o máximo do seu clique.

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