Entenda as diferenças das tecnologias que levam a internet até você

Você sabe como a internet chega até sua casa; literalmente? As operadoras usam diferentes tecnologias para levar o sinal até você. E por mais que pouquíssima gente saiba, essas técnicas apresentam diferença na qualidade e até certas limitações na transmissão de dados.

Três tipos de cabos podem ser utilizados para nos conectar às redes das operadoras: o par trançado (o velho e simples fio telefônico), os cabos coaxiais (o mesmo usado nas conexões de TV a cabo) e a fibra óptica. São todos meios físicos para levar os dados de uma ponta à outra.

Existem também técnicas sem fio para a mesma função e que, inclusive, já foram testadas. Aliás, a “última milha”, como é denominada a forma que qualquer operadora leva o sinal de internet até a casa do usuário, é um discussão bastante antiga. Cada operadora tem sua própria oferta de serviço. A grande vantagem de usar rádios transmissores sem fios nessa última milha é que não há investimento em infraestrutura – para ser mais preciso, não é necessário passar o cabo até a casa de cada um dos assinantes.

Por outro lado, a principal diferença entre as transmissões cabeadas e as sem fio está ligada à interferência.

O cabo de par trançado é constituído por dois filamentos isolados de cobre torcidos. Normalmente, vários fios de par trançados são agrupados e fechados em um revestimento protetor para formar um cabo. O cabo de par trançado é o mais popular entre os três; consequentemente é o mais barato também. No par trançado, a técnica mais utilizada é a ADSL – um padrão antigo, que aproveita a infraestrutura da telefonia fixa para a internet.

Um nível acima está o cabo coaxial; muita gente conhece este cabo branco utilizado nas conexões de TV por assinatura – ele também é usado para levar sinal da internet. O coaxial é um cabo feito por um fio central de cobre que transmite o sinal cercado por uma malha isolante; uma espécie de blindagem. Essa proteção externa protege os dados transmitidos, absorvendo possíveis interferências.

Com esse tipo de cabo, a lógica é simples: quem mora perto da central de distribuição tem mais velocidade. Quem mora longe, menos.

A fibra óptica, como você já imagina, é o topo desta pirâmide. Este tipo de cabo transporta sinais de dados na forma de pulsos modulados de luz. É um dos melhores meios para transportar dados porque oferece altíssimas velocidades e grande capacidade.

A fibra óptica já é bastante utilizada pelas operadoras nas conexões entre seu ponto central e outras centrais espalhadas pelas cidades; depois, na tal “última milha”, muitas optam pelos cabos de par trançado ou coaxiais, mas já tem operadora oferecendo conexão de fibra óptica até a casa do usuário. No entanto é um serviço bastante restrito, disponível somente em grandes capitais e ainda assim em alguns bairros selecionados.

A gente já começa a ouvir falar de conexões de internet de 1 gigabit de velocidade. É o caso das conexões que o Google oferece em algumas cidades americanas. Para alcançar essa velocidade, a fibra óptica chegando até a casa do usuário é, sem dúvida, a melhor opção. No Brasil ainda não temos conexões tão rápidas assim sendo entregues a consumidores finais. Mas, é questão de tempo. Ou seja, a fibra óptica chegando a sua casa é mesmo o futuro da internet. Só não dá para saber quando esse futuro vai mesmo chegar.

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