Internet pela tomada; nós testamos. Descubra como funciona

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Pode ser mais que frustrante. Depois de muito esperar, você finalmente conseguiu instalar na sua casa uma internet decente. Com 50, 60 ou até mais megabits por segundo. Descontando o fato de que as operadoras no Brasil dificilmente vão te entregar aquilo pelo qual você paga, você tem alguma chance de ter boa velocidade na sua vida digital. Mas, aí vem o outro problema: o cômodo onde o seu modem e seu roteador estão instalados fica longe ou tem muitas paredes entre ele e sua TV – na qual, é claro, você quer assistir a filmes e seriados em Full HD e até em 4K. Em vez das imagens mais que bacanas, você tem a ampulhetinha do vídeo buferizando... É mais que frustrante. Soluções? Repetidor de Wi-Fi? Pode ser. Numa outra matéria vamos analisa-los. Passar um cabo de rede? Trabalhoso e nem sempre viável... A solução pode estar em cabos que já estão lá – só que fazendo outra coisa. O equipamentos PLC – power line communication – se propõem a fazer isso: usar os cabos de energia elétrica que já estão na sua casa para transmitir também o sinal da internet. Parece complicado, mas é mais simples do que parece. A questão é: será que funciona?

Instalar é fácil. Depois de ligar o adaptador na tomada, basta conectá-lo ao modem ou a um roteador e pronto. Na teoria, a principal vantagem do PLC é a velocidade e estabilidade da conexão. Também teoricamente, os pontos negativos seriam as interferências possivelmente causadas por outros eletrônicos. Para tirar nossa própria conclusão, resolvemos comparar três tipos de conexão aqui na redação do Olhar Digital: conectamos o mesmo notebook através do cabo de rede. Depois pelo nosso Wi-Fi e, por último, utilizando um dispositivo PLC. Veja só o que aconteceu.

Para descontar possíveis variações do nosso serviço de banda larga, fizemos cada medição de velocidade três vezes. Na conexão cabeada, a velocidade máxima alcançada foi de 46 megabits por segundo; no Wi-Fi, atingimos até 40 megabits por segundo; e, por último, usando o PLC, conseguimos chegar aos 30 megabits por segundo. Nosso serviço de banda larga contratado é de 60 megabits por segundo.

No final das contas, o resultado do nosso simples teste mostrou que, sim, o PLC realmente funciona. Em questão de estabilidade, ele é tão estável quanto a conexão cabeada, mas na questão da velocidade, ele fica para trás. Podem ser várias as explicações para essa perda. Uma delas é a quantidade de circuitos. Aqui, na redação, temos circuitos elétricos para todo lado. É bem provável que na sua casa a perda menor. O que notamos de boa vantagem no sistema foi a estabilidade do sinal: observamos pouca variação nesse quesito. Ou seja, com um equipamento PLC, a chance do vídeo buferizar bem na hora que mais uma cabeça ia rolar em Game of Thrones é menor do que se você tiver um sinal fraco de Wi-Fi.

E você, já usou ou conhece alguém que utiliza o PLC? Sabia que era possível transmitir dados pela rede elétrica? Diz pra gente o que você achou? Participe!



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