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A Suécia segue firme no plano de ser o primeiro país do mundo livre de dinheiro (o papel, não o conceito). As estatísticas mais recentes do Banco Central local indicam que apenas 2% de todos os pagamentos feitos no país envolvem cédulas ou moedas; todo o restante é feito por meios eletrônicos, o que inclui internet, cartões de plástico ou outros meios novos como aplicativos.
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A proposta é que estes 2% se tornem 0,5% dentro de cinco anos. Em 2021, o país pode extinguir o papel-moeda para favorecer os meios de pagamento eletrônicos, como indica a maior rádio pública do país, a Sveriges Radio. O sueco médio fez 207 pagamentos por cartão em 2015, o que é três vezes mais do que a média europeia.
Apesar da expectativa otimista da rádio, o banco central sueco tem uma perspectiva um pouco mais conservadora, prevendo que o fim do dinheiro só vai acontecer em 2030.
O impacto do plano já está sendo sentido até mesmo em igrejas, que normalmente prezam pelo tradicionalismo, mas também começaram a abraçar os métodos eletrônicos de pagamento de donativos. Em 2015, o New York Times relatava que apenas 15% de todas as doações eram feitas em dinheiro, e a tendência é que este percentual tenha reduzido de lá para cá.
O mesmo vale para museus, vendedores de rua e o comércio mais informal em geral. Todos tem adotado meios eletrônicos e abraçado a tendência de uma sociedade livre de dinheiro, com apoio de bancos e empresas de cartões, que passam a ter maior influência e faturar mais com cada transação.
Nem tudo é positivo nesta transição, porém. A mudança pode dificultar a vida de pessoas avessas à tecnologia (idosos, normalmente), e de quem vive em ambientes rurais, com pouco acesso à internet e redes celulares. O segundo grupo pode ser solucionado com um pouco mais de investimento em infraestrutura, no entanto.
Outro problema é que o fato de todas as transações circularem por meios eletrônicos também favorece as fraudes digitais; em compensação, os cidadãos devem ter menos medo de assaltos já que ladrões podem ver pouca vantagem em roubar um cartão que será cancelado pouco tempo depois de ser roubado.
Esta não é a primeira vez que a Suécia tenta ditar uma tendência social muito antes do restante do mundo. O país já tem lojas sem funcionários, em que os clientes usam smartphones para entrar no recinto e pagar pelas compras; além disso, também há o plano de se tornar a primeira nação livre de combustíveis fósseis.