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Apesar de terem como um dos objetivos principais evitar acidentes e, consequentemente, mortes no trânsito, os veículos autônomos podem acabar se envolvendo nesse tipo de situação. Um estudo recente, batizado de “O dilema moral dos veículos autônomos”, entrevistou uma série de pessoas para entender o que os usuários esperam dos carros em casos como esse: matar outras pessoas e manter o motorista e seus passageiros vivos ou realizar o procedimento contrário?

A maior parte dos participantes apontou como solução aquela que resulte no menor número de mortes possível, mesmo que para isso seja necessário acabar com a vida do motorista. No entanto, na hora de avaliar qual carro comprariam, as pessoas preferiram aquele que valoriza a vida do passageiro no lugar dos transeuntes nas ruas.

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“A maioria das pessoas quer viver em um mundo onde os carros vão minimizar as mortes. Mas todo mundo quer o seu próprio carro para protegê-los a todo custo”, explica Iyad Rahwan, professor do MIT e co-autor do estudo.

“É a primeira vez que podemos vir a interagir diariamente com um objeto que está programado para nos matar em circunstâncias específicas. […] Podemos ter medo de acidentes de aviões, mas sabemos que eles são fruto de erros ou más intenções. Em outras palavras, estamos habituados que a autodestruição seja um erro, não uma funcionalidade”, afirma John Bonnefon, outro autor da pesquisa.

Quem está preocupado com a possibilidade pode ficar tranquilo: mesmo estando programados para matar o motorista em casos extremos, é improvável que os carros autônomos o façam. Os acidentes envolvendo esses veículos são raros e, com o aprimoramento da tecnologia, é possível que se tornem ainda menos comuns.

Via TheNextWeb

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