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Há uma discussão bastante relevante que diz a respeito do espaço de armazenamento dos dispositivos móveis. A principal questão é: até quando os HDs e cartões memória serão úteis aos usuários uma vez que a internet hoje já disponibiliza diversos serviços de armazenamento em nuvem?
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Por muito tempo. Pelo menos é isso o que a SanDisk espera (e torce). Em entrevista ao Olhar Digital, a gerente de produtos da empresa na América Latina, Susan Lam, se mostrou confiante em um futuro próspero da companhia que já produziu mais de 2 bilhões de cartões microSD.
Para ela, o armazenamento de arquivos em cloud não é uma opção viável para tantas pessoas como os dispositivos que a SanDisk produz. “Nem todo mundo se sente confortável e seguro em guardar seus arquivos na internet”. Ela cita como exemplo o episódio de 2014 em que diversas celebridades, como as atrizes Jennifer Lawrence e Kirsten Dunst, tiveram fotos íntimas expostas nas redes sociais. “Aquilo assustou muita gente”, relembra.
Outro fator que faz a companhia norte-americana se manter animada para um futuro próspero para seus dispositivos, que não se limitam apenas aos cartões microSD, está na qualidade ruim das conexões à internet em algumas regiões do planeta, principalmente no Brasil.
“Você precisa ter uma boa conexão para fazer o upload e o download de arquivos, principalmente de fotos em alta resolução e que são pesadas”, relata. Vale lembrar que até mesmo a banda larga fixa brasileira come poeira para as líderes mundiais, segundo dados da consultoria norte-americana Akamai.
O preço dos serviços também não ajuda. É claro que algumas opções oferecem armazenamento gratuito, mas limitado. O Google Drive, por exemplo, tem 15 GB gratuitos e o plano inicial oferece 100 GB por US$ 2 (cerca de R$ 6,50). O Microsoft OneDrive, por sua vez, tem 5 GB gratuitos e o plano básico de 50 GB custa cerca de R$ 4 por mês.
Já os cartões de memória são até um pouco caros. O modelo de 128 GB é encontrado no varejo online por valores entre R$ 220 e R$ 300. Esses acessórios, entretanto, não exigem o pagamento de mensalidades e nem a aquisição de pacotes de internet que ofereçam alto desempenho para o upload de arquivos.
Se a expectativa da SanDisk vai se confirmar nos próximos anos, não há como saber. A boa notícia é que o futuro reserva aos usuários mais do que uma alternativa para armazenamento dos dados pessoais dos smartphones e de outros dispositivos. E essa briga saudável pode ser boa para os consumidores.