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Jogos de realidade virtual também podem ser usados para transformar a mentalidade das pessoas, como é o caso de Circle, criado por Manos Agianniotakis, um estudante da National Film and Television School, na Inglaterra. O game coloca o jogador na pele de Alex, uma mulher transgênero que é atacada e acaba em uma cadeira de rodas, um mês após o incidente. 

Alex permanece traumatizada e incapaz de sair de seu apartamento durante quase um ano, tempo em que o jogo se passa dentro da casa. Como consequência, seu relacionamento com amigos e familiares se torna complicado. Cabe ao jogador decidir como passar esse período, investigando os objetos que o cercam e investigando os episódios. É possível reconstruir as relações de Alex com sua família e entes queridos aos poucos, esconder os problemas ou procurar entender o que aconteceu.

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Agianniotakis explora os pontos fortes e fracos da realidade virtual para fazer com que o jogador se sinta como Alex, trazendo, por exemplo, memórias, vinhetas abstratas e até ataques de pânico para a tela enquanto o usuário se movimenta. “Eu estou usando o desconforto que a realidade virtual pode causar com o movimento para forçar o jogador a quase sentir um desconforto com físico. Não para deixá-lo doente, mas para que as pessoas tenham um pequeno efeito colateral físico quando jogam, sem que isso se torne extremamente desconfortável, é claro, para criar a noção de que você quase não é parte do seu próprio corpo”, explica o desenvolvedor.

Via Engadget

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