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A confirmação de que Donald Trump será o próximo presidente dos Estados Unidos deve trazer impactos diretos para o mercado de tecnologia pessoal, uma vez que, quando candidato, o republicano afirmou que obrigaria as empresas americanas a repatriar suas linhas de produção.
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“Nós vamos fazer a Apple construir os seus ‘malditos’ computadores e coisas neste país, em vez de outros países”, afirmou Trump no início do ano. “A Apple e todas estas grandes empresas terão de fazer seus produtos nos Estados Unidos e não na China ou Vietnã.”
Na época, o professor Jason Dedrick , da Syracuse University, ressaltou à Wired que a Apple não apenas terceiriza sua produção a um único fornecedor em um único país, ela conta com uma vasta e complexa cadeia de fornecimento para compilar um iPhone. Além de o próprio equipamento de fabricação custar bilhões de dólares e os conhecimentos necessários para executá-lo praticamente só existirem nesses locais, as cadeias de fornecimento são lucrativas para a companhia, que consegue reter cerca de 60% do valor de cada smartphone vendido.
Mais problemático que a “falta de patriotismo”, o impedimento de produzir fora dos Estados Unidos seria logisticamente impossível para as empresas, que aproveitam a mão de obra barata de outros locais para reduzir os preços de seus produtos.