Siga o Olhar Digital no Google Discover
O governo mostrou que o Nubank ainda não está confortável o suficiente para assegurar sua permanência no Brasil. Isso porque a equipe econômica de Michel Temer (PMDB) não recuou em relação às mudanças que planeja aplicar no setor de cartões de crédito — as mesmas mudanças que fizeram a empresa ameaçar fechar as portas.
Ofertas
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Em encontro com jornalistas na manhã da última quarta-feira, 21, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou que o governo ainda pretende diminuir de 30 para dois dias o prazo que as operadoras de cartão de crédito têm para pagar os lojistas após cada compra. Segundo ele, a medida deve sair dentro dos próximos 30 dias por meio de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), mas pode não ocorrer caso as empresas se proponham a diminuir suas taxas de juros.
“O cronograma continua rigorosamente. As medidas serão tomadas de uma forma ou de outra. O importante é que o custo para o consumidor seja menor. Existe um instrumento do CMN para encurtar o prazo [de pagamento ao lojista]. Os bancos definem os juros. Vamos observar a queda. Se não houver queda, diminuímos o prazo”, declarou o ministro, conforme reporta a Agência Brasil.
Na semana passada, quando o governo anunciou essa medida, foi falado sobre um prazo de dez dias, o que criou pânico no setor — principalmente por conta de declarações do Nubank, que afirmou não ter reservas suficientes para adiantar tanto o pagamento aos lojistas, já que leva em média 26 dias para que a própria empresa receba de seus clientes.
Depois, o Nubank divulgou uma nota menos apocalíptica, informando que “o Banco Central mostrou (…) que não haverá nenhuma mudança abrupta ou unilateral nas regras de pagamento”, e que o governo trabalhará com representantes do setor “para definir como eventuais medidas podem ser implementadas de maneira sustentável, gradativa e sem prejudicar a competição”.
Talvez as coisas não estejam assim tão tranquilas, porque de qualquer forma haverá alguma mudança que gerará impacto para o setor. “Estamos aperfeiçoando estrutura de funcionamento do cartão de crédito. Estamos tomando uma série de medidas que permitam os bancos a baixar os juros e a reduzir o custo do sistema financeiro”, avisou Meirelles.
O ministro esclareceu que o prazo de dez dias nunca foi sobre a aplicação da regra, em si, mas sim acerca da direção que o governo pretendia dar ao assunto, seja focando num plano de diminuição voluntária de juros ou impondo a redução do prazo de pagamento: “Se os bancos não começarem a baixar voluntariamente os juros, o CMN toma a decisão na reunião de janeiro”, decretou.