Siga o Olhar Digital no Google Discover
Pesquisadores das universidades de Berkeley e Georgetown criaram uma maneira bastante sinistra de controlar dispositivos alheios. Eles conseguiram ativar recursos dos assistentes virtuais de smartphones Android e iOS por meio de barulhos estranhos que, embora façam pouco sentido a ouvidos humanos, são compreendidos por sistemas de reconhecimento de voz.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
No estudo publicado pelos pesquisadores (pdf), eles chamam esses ruídos de “hidden voice commands” (comandos de voz ocultos). O vídeo abaixo mostra o funcionamento dos comandos ocultos. Na primeira vez, eles soam semelhantes a vozes assustadoras; no entanto, quando a “legenda” aparece, o conteúdo da mensagem começa a fazer mais sentido:
Como o The Next Web aponta, o fato de que muitos recursos de voz dos smartphones funcionam sem a necessidade de destravar a tela torna essa ameaça bastante preocupante. Isso porque seria possível para uma pessoa mal-intencionada usar sons desse tipo para fazer um aparelho alheio lhe enviar informações ou até mesmo dinheiro, caso ele tenha um aplicativo como o PayPal instalado.
Tapando os ouvidos do celular
O vídeo mostra os smartphones sendo ativados a uma distância de cerca de 4 metros da fonte de emissão dos sons. Eles funcionam mesmo com ruído ambiente, o que os torna ainda mais eficientes. Seria possível, por exemplo, executar esses ruídos em um local com muitas pessoas para ativar, ao mesmo tempo, diversos celulares alheios.
Segundo o Atlantic, uma solução possível para esse problema seria um sistema de aprendizagem de máquina que aprendesse a diferenciar vozes humanas de ruídos desse tipo. No entanto, é possível que isso acabe prejudicando a capacidade dos aparelhos de entender o que os seus donos falam, e nesse caso as empresas poderiam evitar implementar a ideia.