Antes de o Nintendo Switch ser revelado, alguns rumores davam conta de que ele seria lançado com o sistema operacional Android. Embora esse não tenha sido o caso, de acordo com o CEO da Cyanogen, Kirt McMaster, a união de um console da Nintendo com o sistema operacional do Google quase chegou a acontecer.

Segundo o 9to5Google, McMaster comentou por meio do Twitter que a Nintendo abordou a Cyanogen para criar uma versão do Android para seu console. No entanto, o CEO da empresa não foi particularmente receptivo à ideia; num tweet posteriormente deletado, ele contou como a negociação se encerrou: “Eu mandei eles se ferrarem”.

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O motivo dessa animosidade era que o sistema operacional, como acontece com muitas coisas da Nintendo, seria extremamente restrito. Isso iria totalmente de encontro à filosofia de código aberto da Cyanogen, e por isso a parceria não poderia se concretizar. Mas o CEO da empresa comentou ainda na discussão do Twitter que estaria aberto a trabalhar com a empresa japonesa numa versão alternativa do console:

Curiosamente, McMaster afirma que o Switch ainda utiliza “pedaços do Android”. O kernel do console é, majoritariamente, um código customizado. No entanto, algo do sistema operacional do Google vive dentro dele. Isso reforçaria a ideia de que a Nintendo pensava em usá-lo para seu novo console.

Cyano quem?

Talvez você se lembre de que a Cyanogen produzia um sistema operacional para smartphones que era uma espécie de versão alternativa do Android, só que com uma filosofia mais aberta. Houve um tempo em que a empresa apostava em se tornar um dos principais sistemas de dispositivos móveis, ao lado de Android e iOS

No entanto, o sonho durou pouco. Em outubro do ano passado, a empresa finalmente desistiu de seu sistema operacional móvel (que vinha lutando para ganhar espaço) em favor de uma estratégia “modular”. Mais tarde, o sistema foi encerrado definitivamente e mudou de nome para LineageOS. A aposta da empresa agora parece ser a de conquistar espaço dentro do mercado Android, que o seu CEO acredita que será maior que Windows e Facebook juntos até 2020.