EnglishPortugueseSpanish
publicidade

Nos bastidores do mundo dos negócios, a Alphabet – conglomerado que administra Google, YouTube, X Company e outras antigas divisões da gigante de buscas – não tem tido uma semana fácil. Diversos grandes anunciantes resolveram parar de investir no YouTube e as suas ações começaram a despencar.

Tudo começou no início de março, quando o jornal britânico The Guardian revelou que anúncios de empresas importantes na Europa estavam aparecendo ao lado de vídeos controversos. Entre eles, os de “americanos nacionalistas brancos, um propagador de ódio banido do Reino Unido e os de um muçulmano fundamentalista”.

publicidade

Com isso, diversas empresas britânicas desistiram de anunciar no YouTube, incluindo o próprio Guardian. Pouco depois, duas das maiores operadoras de telecomunicações dos EUA, a Verizon e a AT&T, também pararam de investir na plataforma de vídeos da Alphabet.

A companhia pediu desculpas e garantiu que encontraria um meio de consertar as coisas. Em nota, o YouTube disse que estaria revendo suas políticas de propaganda para dar mais controle às marcas sobre como e onde seus anúncios vão aparecer dentro da plataforma.

O pronunciamento não empolgou. Segundo o site Recode, as ações da Alphabet caíram 4% em uma semana, o que indica que a empresa perdeu US$ 25 bilhões em valor de mercado só entre os dias 17 e 23 de março. Só que, por outro lado, tudo indica que a tempestade em breve deve passar.

Na comparação ano a ano, as ações da Alphabet estão em alta. No mesmo período do ano passado, cada uma valia R$ 73,20, enquanto que, mesmo após a queda desta semana, elas agora estão valendo cerca de R$ 100. Ou seja, em 12 meses, mesmo com essas recentes variações, houve crescimento de mais de 30%.

publicidade

Além disso, é pouco provável que a perda desses grandes anunciantes resulte em um impacto muito profundo nos negócios da Alphabet. Segundo Neil Doshi, um analista de mercado da Mizuho Securities ouvido pelo Recode, só o YouTube pode render mais do que US$ 12 bilhões à sua empresa-mãe em 2017.