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O Unroll.me fez sucesso há alguns meses por oferecer um serviço de descadastramento de e-mails marketing e newsletters que costumam lotar a caixa de entrada. Porém, o serviço deixou seus usuários irritados após a descoberta de que ele vendia informações para terceiros.

O serviço é propriedade da Slice Intelligence, que gera dinheiro vendendo dados sobre fidelidade de clientes, logo a empresa era capaz de identificar os hábitos de consumo dos usuários. De acordo com o jornal New York Times, a Slice Intelligence analisou os dados de recebimento do Lyft através das caixas de entrada dos usuários do Unroll.me e, em seguida, vendeu as informações para o Uber.

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Jojo Hedaya, CEO da Unroll.me, postou um pedido de desculpas no blog da empresa, mas afirma que essa prática está em seu Contrato de Termos de Serviço e Política de Privacidade. “A realidade é que a maioria de nós – inclusive eu – não os analisa [os termos de serviço] completamente”, afirma o executivo.

“Não posso enfatizar suficientemente a importância da sua privacidade. Nós nunca divulgamos dados pessoais sobre você. Todos os dados são completamente anônimos e relacionados apenas com compras”, conclui o CEO, que prometeu que a empresa deixará mais claro como os dados dos clientes são usados.

Privacidade
Esse não é o primeiro problema do Uber em relação à privacidade de usuários. Conforme publicado pelo Olhar Digital, no início de 2015, Tim Cook convocou uma reunião com Travis Kalanick, CEO do aplicativo, para exigir mudanças na plataforma. 

Na época, foi descoberto que o Uber camuflava seu aplicativo dos engenheiros da Apple para que eles não descobrissem que a empresa usava um mecanismo que identificava iPhones mesmo depois que o seu app tivesse sido deletado dos aparelhos. Isso acontecia até se o dispositivo tivesse sido restaurado, uma violação grave dos termos de uso da loja do iOS e que poderia levar à exclusão do serviço da App Store.

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[Business Insider e The New York Times]