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A expressão “Big Data” já foi usada para marcar uma tendência para o futuro da TI empresarial; já hoje, ela descreve uma realidade. As empresas trabalham atualmente com um volume de dados que ninguém, 20 anos atrás, poderia imaginar.
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Com um volume tão intenso de dados, as empresas têm encarado como desafio não apenas armazená-los, mas também usá-los para gerar conhecimento e inteligência de mercado, transformando isso em uma vantagem competitiva. Este é o papel da computação cognitiva, que écapaz, melhor do que qualquer ser humano, de dar sentido às informações que manipula, e permite que empresas criem sistemas que aprendem com o tempo e interagem com humanos de maneira sem precedentes.
Os benefícios da computação cognitiva podem atingir todas as pessoas, em todas as áreas de serviço. No entanto, é necessário preparo para permitir que seu negócio ou serviço colha os frutos dessa tecnologia. E, muitas vezes, a infraestrutura de TI híbrida é percebida como um desafio a mais nesse caminho, gerando a seguinte pergunta para muitos gestores: como orquestrar a minha infraestrutura e a nuvem na transição para a era cognitiva?
O processo é bem menos doloroso do que pode parecer. Seguindo esses três passos, qualquer organização pode começar a aproveitar as vantagens dessa nova era:
1 – Desenvolva soluções cognitivas
Da próxima vez que sua empresa precisar desenvolver um software, aplicativo ou solução para um problema, lembre-se das tecnologias cognitivas. É mais fácil começar a implementar esse tipo de recurso em um projeto novo do que tentar trazê-lo para processos e serviços com os quais sua empresa já lida bem. Aplicativos cognitivos são capazes de entender linguagem natural, compreender imagens e analisar dados não estruturados.
Com isso, eles podem assimilar o tom, o contexto, as informações visuais e até mesmo as emoções presentes em uma conversa. E o melhor: eles aprendem com cada interação, ficando melhores com o tempo. A montadora Hyundai, por exemplo, desenvolveu um aplicativo cognitivo para ajudar seus clientes a tirar dúvidas sobre seu carro Creta, e tanto o Bradesco quanto o Banco do Brasil têm soluções cognitivas para facilitar o atendimento a seus clientes.
A IBM disponibiliza a plataforma Bluemix de desenvolvimento de aplicativos para empresas interessadas em dar esse passo. O Bluemix é uma plataforma de computação cognitiva que usa as APIs do Watson, o “computador inteligente” da IBM. É o Watson que dá aos aplicativos todas essas capacidades de compreensão e interpretação de dados.
Sem cair no clássico caso de “casa de ferreiro, espeto de pau”, a própria IBM usa um aplicativo cognitivo chamado de IT Help para oferecer suporte de TI a seus funcionários. Segundo uma pesquisa divulgada pela empresa, a satisfação dos funcionários com o sistema é de 92%: valor mais alto do que qualquer pontuação que a empresa tenha atingido quando ainda usava um help desk tradicional.
2 – Traga capacidades cognitivas às soluções que você já tem
Se você já tem aplicativos e serviços sendo desenvolvidos numa esteira de DevOps, acrescentar capacidades cognitivas a eles é uma excelente maneira de começar a trazer a computação cognitiva para sua empresa. Caso você tenha uma esteira de desenvolvimento tradicional, num cenário de TI multimodal com várias esteiras paralelas, a computação cognitiva poderá ter nesses processos uma excelente porta de entrada.
Aqui, porém, alguns cuidados são necessários. Primeiramente, é necessário avaliar quais desses serviços podem se beneficiar mais de recursos cognitivos. Basicamente, todos os aplicativos podem extrair vantagens dessa tecnologia, mas é preciso colocar na balança o custo e a quantidade de dados usada em cada processo para decidir com mais assertividade onde investir.
Outro fator a se levar em consideração é se a carga cognitiva pode ser gerenciada on-premises (com a sua própria infraestrutura de TI) ou se ela deve ser levada para a nuvem. Embora um aplicativo cognitivo consiga orquestrar dados de origens diferentes, é preciso avaliar com cuidado como distribuir essas cargas da maneira mais eficiente.
Há diversos fatores a serem avaliados nessa decisão, e cada empresa terá que decidir por si de acordo com as suas demandas e prioridades, mas a IBM possui uma solução chamada Cloud Compare que permite comparar os serviços de diferentes provedores. Ela consegue, com base em informações sobre suas necessidades e expectativas com relação à tecnologia, propor um prestador de serviço que se adeque às suas necessidades tão bem quanto possível.
3 – Colaborar para criar sistemas cognitivos
Criar uma solução cognitivaé apenas o primeiro passo: uma transformação ainda mais profunda e disruptiva acontece quando diferentes soluções cognitivas começam a interagir, multiplicando os insights que cada uma delas gera. Nessa situação, gera-se um verdadeiro concerto de dados que cria um sistema cognitivo.
Aqui, pode-se pensar em unir sistemas de áreas diferentes da empresa para entender melhor quais são os gargalos que sua organização enfrenta, com base nos dados gerados pelas pessoas que nela atuam. E pode-se pensar também na conexão com outras organizações do mesmo ramo, para levar todo setor ao próximo nível de desenvolvimento.
A IBM, por exemplo, fez parceria com os laboratórios Fleury para melhorar a precisão de diagnósticos de exames médicos em algumas áreas. Trata-se de um setor interessante: enquanto um médico é capaz de ler alguns artigos por dia para basear suas decisões, o supercomputador Watson pode ler e entender mais de 300 artigos no mesmo prazo. Essa capacidade pode não apenas empoderar milhares de profissionais no mundo todo, como também salvar milhares de vidas.