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Se você tem a impressão de que a música pop está ficando cada vez mais repetitiva, agora você também terá argumentos científicos para embasar sua opinião. O programador e entusiasta musical Colin Morris realizou um estudo com 15 mil canções de 1958 a 2017 e chegou à conclusão de que, de fato, isso está acontecendo.
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Morris analisou as músicas mais populares de cada ano, segundo o top 100 da Billboard. Ele pegou as letras das músicas e utilizou sobre elas o algoritmo de Lempel-Ziv. Esse algoritmo é usado em uma série de tarefas de compressão, incluindo as que são responsáveis pelos GIFs, arquivos .zip e imagens .png que vemos na internet com frequência.
Nesse caso, no entanto, Morris usou o algoritmo para “comprimir” as letras das músicas. Sempre que o algoritmo encontrava algum tipo de repetição, ele a substituia por um marcador, reduzindo o tamanho total da letra. Esse processo permitiu encolher em 67,6% a letra de “All You Need is Love”, dos Beatles, por exemplo. Os gráficos presentes neste link mostram como o algoritmo realizou essa compressão.
Repetição com o tempo
Graças ao grande banco de dados que Morris montou, ele conseguiu ter um olhar panorâmico sobre a evolução das letras das músicas pop em língua inglesa ao longo do tempo. O gráfico que mostra essa evolução ao longo do tempo pode ser visto abaixo. O eixo horizontal representa o tempo e o eixo vertical a “compressibilidade” das letras (quanto maior, mas repetitivas as letras):

A linha azul representa a média de compressibilidade das letras de música de cada ano. A linha amarela, por sua vez, representa esse mesmo número para as dez músicas mais populares de cada ano. A conclusão que fica evidente por meio do gráfico é que há uma correlação direta entre quão popular uma música é e quão repetitiva é sua letra.
Todavia, não são só as músicas pop que são bem repetitivas. Segundo Morris, as canções analisadas tinham, em média, uma taxa de compressibilidade de 50%. Isso significa que se você eliminar todas as repetições contidas nela, ela fica com apenas metade do seu tamanho.
Em todo o período estudado, a artista mais repetitiva foi a Rihanna: praticamente todas as músicas dela ficavam acima da média de 50%, com pelo menos cinco superando até mesmo os 75% de compressibilidade. Rappers como Eminem e J. Cole, por sua vez, foram responsáveis por algumas das músicas menos repetitivas do levantamento, o que faz sentido pela própria natureza do rap.
De todo o estudo, no entanto, a música mais repetitiva de todas foi “Around The World”, do Daft Punk. A canção, que tem apenas essas três palavras repetidas ao longo de sete minutos sobre um arranjo cheio de detalhes, teve uma taxa de compressibilidade de 98%. Caso você esteja curioso, a música pode ser ouvida abaixo: