Qualquer pessoa que tenha acompanhado o noticiário recente sobre política e economia sabe das consequências drásticas que sistemas inseguros podem ter. Apenas para citar alguns exemplos recentes: as três maiores agências de inteligência dos EUA consideram que hackers russos influenciaram os resultados da última eleição, e até mesmo a União Europeia avalia que o voto do Reino Unido para sair do bloco pode ter sido influenciado por hackers.

Deixar dados vulneráveis não apenas pode colocar a sua organização e seus clientes em risco como também, de maneira indireta, pode deixar decisões importantes à mercê de agentes mal-intencionados. Nesse cenário, torna-se evidente a necessidade de investir em ferramentas de ponta para garantir a segurança de nossos sistemas.

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Por outro lado, o mercado de trabalho de TI não tem à disposição um número suficiente de profissionais qualificados para atender a essa demanda. Além disso, as novas tecnologias, como a Internet das Coisas, abrem novos caminhos para o crime digital se propagar. Todos esses fatores, juntos, parecem pintar um cenário tenebroso sobre a fragilidade da informação no mundo todo, um que apenas o investimento em segurança pode combater.

Uma nova esperança

Se esse é o caso, no entanto, vale lembrar que há uma série de tecnologias voltadas justamente para ajudar a manter os sistemas um passo à frente dos cibercriminosos. De maneira mais específica, podemos citar a computação cognitiva como uma grande promessa para o futuro da segurança digital.

A computação cognitiva pode ser usada por softwares de segurança para aprender o comportamento de usuários e programas maliciosos. Eles analisam a atividade que ocorre em um sistema e, ao perceber qualquer alteração nos padrões de atividade, podem acionar medidas de contingência para evitar invasões ou reduzir danos.

Isso é possível graças à grande quantidade de dados que os sistemas de computação cognitiva conseguem analisar. Um ser humano, por mais genial que fosse, não seria capaz de extrair sentidos dessa verdadeira montanha de informações; com a computação cognitiva, no entanto, as máquinas conseguem usar esses dados para criar conhecimento e oferecer proteção.

Como se proteger

A IBM, por exemplo, já oferece ferramentas de segurança desse tipo por meio do supercomputador Watson. Além desse tipo de monitoramento, ele também “lê” milhares de blogs e artigos sobre segurança digital para se manter atualizado com as descobertas mais recentes no campo de segurança virtual. A empresa também investe na tecnologia de blockchain, que permite determinar de maneira confiável a identidade dos usuários dos sistemas.

Além da tecnologia, há sempre outras medidas a se tomar. É importante lembrar de capacitar sua equipe para trabalhar com dados sensíveis e, sempre que possível, ativar medidas de autenticação em dois passos. Isso ajuda a garantir que os sistemas não serão acessados por agentes estranhos.