Siga o Olhar Digital no Google Discover
Se a tela do seu iPhone rachar, ou se o sensor biométrico dele deixar de funcionar, o processo de reparo deve se tornar muito mais fácil até o final do ano. Isso porque a Apple, de acordo com a Reuters, pretende disponibilizar a máquina proprietária que usa para consertar iPhones a cerca de 400 assistências autorizadas em 25 países diferentes.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
A máquina em questão se chama Horizon, e é capaz de reparos como remendar telas rachadas e substituir sensores biométricos. Este último é um reparo particularmente difícil, já que o sensor dos iPhones é associado aos seus processadores. Até hoje, o uso desses aparelhos estava restrito às quase 500 lojas e centros de reparo oficiais da Apple.
Segundo a empresa, a medida foi motivada pelo fato de que o tempo de espera por consertos em suas lojas estava ficando excessivamente alto. Embora a empresa não tenha especificado quais países receberão as máquinas, é possível que o Brasil seja um deles. Isso porque, segundo a Reuters, a Colômbia estava na lista, e o Brasil é um mercado consideravelmente maior para a Apple.
Bons negócios
Foi a primeira vez, de acordo com o site, que a Apple admitiu a existência de uma máquina dedicada a consertar os iPhones. Por outro lado, a companhia não revelou qual empresa era responsável pela fabricação da máquina. No entanto, foi informado que ela torna o processo de reparo de telas e sensores mais rápido e melhor do que os serviços feitos por oficinas não autorizadas.
Essas oficinas, no entanto, eram a única opção de muitos usuários de iPhone que não têm uma oficina autorizada por perto, ou que não estão dispostos a pagar as taxas de reparo que a Apple cobra. A desvantagem delas é que a Apple não lhes fornece partes originais ou manuais de reparo.
Os motivos para isso são pouco claros. De um lado, a empresa afirma que trata-se de uma medida necessária para garantir serviços de alta qualidade e impedir que hackers tenham acesso ao hardware proprietário de seus dispositivos. De outro, o mercado de reparos é, sem dúvida, muito lucrativo para e Apple. A empresa de pesquisa IBISWorld estima que ele movimente, globalmente, cerca de US$ 4 bilhões por ano; outros analistas avaliam que a receita da Apple com serviços de reparo fique entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões por ano.
Morde e assopra
Mesmo que a Apple esteja, por um lado, facilitando o acesso às suas máquinas dedicadas a consertar iPhones, por outro, ela também está fazendo lobby contra projetos de lei nos Estados Unidos que facilitariam o processo de consertar iPhones. Os projetos obrigariam a empresa a oferecer equipamentos e manuais de reparo a oficinas independentes.
Um lobbista associado ao grupo comercial do qual a Apple faz parte visitou os legisladores que propuseram a lei para tentar dissuadi-los dela. A empresa argumenta que, se ela fosse forçada a fornecer materiais de reparo às oficinas independentes de um estado, esse estado se tornaria “uma Meca para os hackers”.