Irmãos que se dizem criadores do Facebook fazem fortuna com bitcoin

Redação 04/12/2017 13:28, atualizada em 04/12/2017 13:58
20171204115133

Cameron e Tyler Winklevoss são gêmeos famosos no mercado da tecnologia por sua complexa relação com a criação do Facebook. Os dois acusam Mark Zuckerberg, fundador e CEO da empresa, de ter lhes roubado a ideia da rede social quando ainda eram alunos da Universidade de Harvard.

Continua após a publicidade

Mesmo que hoje os gêmeos Winklevoss não possam desfrutar do sucesso do Facebook, isso não os impediu de enriquecer. A imprensa norte-americano tem reportado nesta segunda-feira, 4, que os dois se tornaram bilionários investindo em bitcoin.

Em 2013, os irmãos Winklevoss receberam US$ 65 milhões de Mark Zuckerberg depois que o CEO do Facebook foi condenado por ter lhes roubado a ideia da rede social. Desse dinheiro, a dupla investiu US$ 11 milhões na moeda virtual, que na época valia pouco mais de US$ 100.

Os dois se diziam donos de 1% de todo o valor em dólar da criptomoeda no mercado na ocasião. Com o crescimento da bitcoin, que recentemente passou a valer mais de US$ 10 mil, os Winklevoss passaram a ser donos de uma quantia equivalente a mais de US$ 1 bilhão.

Em quatro anos desde que a dupla investiu na moeda digital, o valor da bitcoin cresceu mais de 10.000%, o que explica o enriquecimento. De acordo com informações do jornal The Telegraph, os gêmeos não venderam sequer um bitcoin desde que investiram US$ 11 milhões em 2013.

São poucas as carteiras virtuais de bitcoin publicamente acessíveis que possuem mais de US$ 1 bilhão em criptomoedas. Além dos Winklevoss, outro que ficou bilionário nesse ramo foi o misterioso criador da bitcoin, conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto.

A história dos gêmeos com o Facebook

Tudo começou em 2002. Cameron e Tyler Winklevoss tiveram a ideia de criar uma rede social para estudantes de Harvard chamada HarvardConnection. O programador Sanjay Mavinkurve começou a desenvolver o website e, em seguida, passou o trabalho a Victor Gao.

Por motivos pessoais, Gao também precisou deixar o projeto em 2003 e indicou um colega de curso para dar continuidade: Mark Zuckerberg. De acordo com os irmãos Winklevoss, Zuckerberg aceitou completar o desenvolvimento da rede social que já tinha diversas páginas de front-end, sistema de registro, banco de dados e códigos de back-end prontos.

Entre novembro de 2003 e janeiro de 2004, porém, Zuckerberg não apresentou qualquer progresso com o HarvardConnection e evitou diversas reuniões marcadas com os irmãos Winklevoss. Em fevereiro de 2004, porém, Zuckerberg colocou no ar um site chamado thefacebook.com, uma rede social para estudantes de Harvard idêntica à ideia dos gêmeos.

Naturalmente, a HarvardConnection caiu em esquecimento, já que foi lançada após o thefacebook.com. Este, por sua vez, cresceu para se tornar o Facebook que hoje tem mais de 2 bilhões de usuários ativos em todo o mundo e é uma empresa avaliada em mais de US$ 519 bilhões.

A disputa judicial entre os Winklevoss e Zuckerberg começou em 2004 com a acusação de plágio e só terminou em 2011. O fundador do Facebook pagou US$ 65 milhões aos gêmeos. Parte dessa história é contada no filme “A Rede Social”, de 2010, em que os Winklevoss são interpretados pelo ator Armie Hammer; e no livro “Bilionários por Acaso”, de Ben Mezrich.

R
Redação

Redação é redator(a) no Olhar Digital

Gostou? Compartilhe! Ajude mais pessoas a ficarem informadas.
Prefira o OD no Google
Ícone Whatsapp Ícone Whatsapp Ícone Instagram Ícone Facebook Ícone Linkedin Ícone Telegram Ícone Email