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O mercado de celulares no Brasil não anda muito bem de saúde. A consultoria IDC Brasil divulgou nesta terça-feira, 18, um levantamento mostrando que, no primeiro semestre de 2018, o setor viu uma queda de 3,7% em relação ao desempenho do primeiro semestre de 2017.
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Nos seis primeiros meses do ano, foram vendidos 25 milhões de celulares, entre aparelhos com loja de aplicativos (smartphones) e modelos comuns que só servem para fazer ligações (feature phones). O estudo da IDC também dividiu os números entre cada um dos dois trimestres que compõem o semestre.
Foram vendidos 12,07 milhões de celulares nos primeiros três meses do ano, retração de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2017. Já no segundo trimestre do ano, foram vendidos mais 12,05 milhões, o que representa uma queda mais acentuada: 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Dos 25 milhões de celulares vendidos na primeira metade de 2018, 22 milhões são smartphones. Os intermediários mais acessíveis, aparelhos custando entre R$ 700 e R$ 1.099, foram os mais comercializados. Segundo a IDC, o preço médio de um celular vendido no Brasil no período foi de R$ 1.186.
Com esses valores, a receita total do mercado de celulares no Brasil de fato aumentou, na contramão do volume de aparelhos vendidos. Ou seja: as pessoas compraram menos celulares, mas como eles estão ficando mais caros, as empresas faturaram mais. O aumento da receita foi de 4% no primeiro trimestre e de 5% no segundo.
Nos primeiros três meses, foram movimentados R$ 13,4 milhões; enquanto no segundo trimestre o faturamento foi de R$ 13,9 milhões. Entre abril e junho, os smartphones vendidos também ficaram mais caros: R$ 1.222, em média. Segundo a IDC, diversos fatores políticos, econômicos e globais explicam o aumento do preço e a queda nas vendas.
“Neste período, o mercado sofreu impactos desfavoráveis: o Dia das Mães não foi tão bom quanto o esperado, a greve dos caminhoneiros refletiu no abastecimento dos produtos, a Copa do Mundo causou um gap nas vendas do varejo em dias de jogos e as fabricantes colocaram menos produtos no mercado, além do desemprego e do dólar continuarem aumentando, o que causou uma pausa no consumo”, disse Renato Meireles, analista de mercado da IDC.