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A Samsung se tornou uma das primeiras fabricantes de smartphones a inserir uma carteira de criptomoedas nos seus telefones, mais precisamente nos recém-anunciados Galaxy S10. Ela permite que usuários guardem Bitcoins, Ethereum e uma outra moeda virtual relacionada à área de beleza chamada Cosmo Coin. A funcionalidade de armazenamento é fria, ou seja, não é conectada à internet.
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Os telefones Galaxy S10 também suportam aplicativos descentralizados selecionados, os chamados Dapps. Hoje em dia, o principal Dapp da Samsung disponibilizado é o Cosmee, pelo qual usuários podem ganhar Cosmo Coins ao escreverem críticas de beleza no aplicativo. Para o The Verge, a Cosmochain, startup sul-coreana por trás do Cosmee, descreve seu produto como um app de comentários de beleza controlado por blockchain, o que possibilita um registro confiável das críticas.
-> Tudo sobre o Samsung Galaxy S10: data de lançamento, preço e ficha técnica
Outra criptomoeda que terá suporte em celulares Samsung é a Enjin Coin, uma moeda digital baseada em Ethereum direcionada para gamers, com origem na Coreia do Sul. A empresa também afirmou que vai comportar pagamentos com uso de moedas digitais sem contato com o telefone.
Ao ser uma das poucas companhias a lançar telefones habilitados para blockchain, a Samsung pode influenciar outros agentes no mercado a entrar na onda. No ano passado, a Sirin Labs revelou seu telefone Finney, que possui uma carteira para reservar criptomoeda e custa US$ 1 mil. Da mesma forma, o HTC Exodus, em pré-venda desde outubro, só pode ser comprado via moedas virtuais. Ele tem uma carteira de armazenamento de criptomoedas separada do resto do telefone, com a intenção de promover maior segurança.
Tecnicamente, é possível transformar qualquer telefone Android em um carteira com chaves para suas moedas digitais – basta instalar o app do navegador Opera para o sistema. Neste caso, a função apenas comporta o Etherium, mas outras unidades serão adicionadas posteriormente. O que seria surpreendente é se o telefone tivesse formas adicionais de incorporar o blockchain.
O chefe do departamento de descentralização da HTC, Phil Chen, possui grandes expectativas para o futuro. Ele afirma que os telefones capacitados para blockchain vão fornecer aos usuários uma forma de guardar chaves para suas identidades online e “possuir suas próprias identidades.”
Por agora, no entanto, parece que a principal novidade para este universo é mesmo a carteira fria, além de um centro para apps descentralizados. Os modelos da Samsung deram um importante primeiro passo rumo a um futuro onde telefones como este serão lugar-comum.