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Soldar peças é um processo complicado. Se elas forem de materiais diferentes, então, é impossível. Quer dizer: era. Uma equipe de cientistas da Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, acaba de mudar isso ao achar uma forma de fundir vidro e metal com lasers.
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O processo foi chamado de microsegmentação a laser ultrarrápida e consiste em lançar pulsos muito curtos — de alguns picossegundos (1 picossegundo é comparado ao segundo na proporção 1 segundo: 30 mil anos) por um laser com ondas infravermelhas. Entre os materiais fundidos estão vidro de quartzo, vidro de borosilicato e vidro de safira com alumínio, titânio e aço inoxidável.
De acordo com o professor responsável pela pesquisa, Duncan P. Hand, em um post no Phys.org, as peças são colocadas em contato enquanto o foco do laser atinge, por meio de um material óptico, um ponto muito pequeno com muita intensidade. “Com isso, chega-se a uma potência de megawatts em uma área de alguns micrômetros. O laser cria uma esfera de microplasma dentro do material (como uma pequena bola de energia) e ela é cercada por uma região de fusão altamente confinada”, explica.

Os objetos fundidos foram testados em temperaturas de -50°C a 90°C para garantir sua estabilidade. Com essa descoberta, uma mudança deve ocorrer na forma de fabricação de diversos produtos, inclusive carros. Até agora, utilizavam-se adesivos de alta resistência para unir dois materiais distintos, mas eles eram muito pesados e criavam excesso de lixo. Com a descoberta, é possível mudar todo o processo de desenvolvimento e fabricação nas indústrias automobilística e eletrônica.
Fonte: Gizmodo