A inteligência artificial tem brilhado nos mais diversos segmentos. Tanto que a exposição de arte “Das tripas coração”, na Galeria do Lago — Museu da República, no Rio de Janeiro, acaba de incorporá-la. Trata-se de um trabalho interativo da artista Katia Wille que usa robótica, análise de ambiente, sentimentos e voz para conectar o público com as obras.

São três produções e cada uma delas oferece uma experiência diferente ao visitante. O material usado nas peças, o ecolatex, facilita a interação com o público, pois é uma membrana fina que imita a pele humana. A primeira obra se movimenta conforme o deslocamento do público no ambiente, já que interage por meio de análise de aproximação. A segunda muda com base nos sentimentos e nas expressões faciais dos passantes. E a última reage às respostas dadas pelos participantes a perguntas que ela mesma faz.

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Graças à tecnologia utilizada, cada indivíduo tem uma experiência única quanto entra em contato com as peças. Os elementos ganham vida com o uso dos serviços cognitivos de nuvem da Microsoft, que é parceira do projeto. Além disso, usou-se robótica para permitir a movimentação dos itens de acordo com as reações do público.

A exposição reúne recursos de visão computacional, algoritmos de análise de sentimento e sistemas de reconhecimento de fala. Segundo Katia, a ideia é estabelecer uma simbiose sensorial entre as obras de arte e o espectador. “O objetivo é criar um espelho de nós mesmos nas obras. A inteligência artificial aprende com os nossos sentimentos e dá os comandos para que os movimentos aconteçam”, afirma.

O trabalho pode ser visto de amanhã (30) até 31 de maio, das 14h às 17h. A entrada é gratuita e a classificação é livre.