O Facebook informou que seus avanços para impedir abusos online nas eleições nacionais da Índia estão sendo efetivos. As eleições começam nesta semana. Porém, a rede social reconhece que ainda existem lacunas na identificação dessas postagens abusivas e que espalham a desinformação.

Os funcionários do Facebook apresentaram os novos esforços para a detecção de notícias falsas e  avanços tecnológicos que possibilitem isso. Dentre as melhorias, está a capacidade de detectar quando um vídeo foi manipulado.

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A Índia é o país onde o Facebook tem mais usuários no mundo. Por esse motivo, a empresa de Mark Zuckerberg escolheu este mercado para testar essas novas ferramentas de detecção. Em 1º de abril, a empresa informou que derrubou mais de 500 contas e 138 páginas ligadas a partidos políticos indianos que, segundo a empresa, permitiam a usuários utilizar de “comportamento não autêntico e coordenado”. Na verdade, trata-se de um termo do Facebook para uso de contas falsas e outros métodos enganosos para promover uma mensagem específica, como uma corrente de informações falsas, por exemplo.

Segundo Katie Harbath, diretor de políticas públicas do Facebook, a empresa pode detectar rapidamente histórias virais e politicamente sensíveis e encaminhá-las para verificação de fatos por organizações externas. As autoridades elogiaram o investimento pesado em tecnologia para detectar vídeos e textos adulterados, mas reconheceram que não conseguiram impedir duplicações de todas as fake news.

O Facebook fez parceria com sete verificadores de fatos na Índia. Se uma postagem for considerada falsa, a empresa diz que reduz a circulação desses posts em 80%. Porém, versões ligeiramente modificadas das mesmas postagens, imagens ou vídeos podem escapar do sistema de detecção e se espalhar ainda mais.

Embora o Facebook verifique se o endereço e o número de telefone de usuários são dados legítimos, a empresa concordou que uma mesma pessoa poderia cadastrar várias contas no mesmo endereço, o que facilitaria a criação de perfis para disseminar as fake news. 

VIA: Reuters