A Huawei, fabricante chinesa de equipamentos de rede e smartphones, registrou um aumento de 39% em sua receita no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar da pressão política que está sendo feita sob a empresa, principalmente pelo govenro dos EUA, a fabricante informou que sua receita totalizou 179,7 bilhões de yuans (equivalente a R$106 bilhões) nos três primeiros meses de 2019. A companhia ainda informou que vendeu 59 milhões de smartphones nesse mesmo período.

Apesar dos EUA pressionar países como o Reino Unido a banir a empresa, a Huawei informou em um comunicado que 2019 “será um ano de implantação em grande escala de 5G em todo o mundo” e seu negócio de operadoras “tem oportunidades sem precedentes de crescimento”. Até o final de março, a Huawei assinou 40 contratos comerciais para a concessão de infraestrutura de tecnologia de internet móvel de quinta geração com as principais operadoras globais.  

publicidade

Essa é a primeira vez que a empresa divulga um relatório trimestral de lucros. Anteriormente, só eram divulgados relatórios semestrais e anuais. Parece que a empresa está tentando mostrar que ainda está crescendo, apesar de todas as acusações de que poderia utilizar suas antenas de 5G para espionar países de todo o mundo. A Huawei, claro, negou todas as acusações. Em uma recente entrevista à CNBC, o fundador da Huawei, Ren Zhengfei, disse que os EUA têm ajudado a popularizar a empresa, falando muito sobre ela.

“Para que um país tão poderoso tenha medo de uma pequena empresa como a nossa, alguns outros países estão dizendo: ’Seus produtos são tão bons que o governo dos EUA está com medo. Nós não testamos seus produtos. Nós vamos comprá-los diretamente. É por isso que alguns países ricos estão comprando de nós. Eles estão comprando nossos produtos em grandes quantidades”, disse Ren sem especificar os países a que se referia.

A estimativa de Ren é a de que, nos próximos cinco anos, a Huawei aumentará sua receita para US$ 250 bilhões (equivalente a R$1 trilhão).

VIA: CNBC