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A formação da sociedade entre a Boeing e a Embraer está em andamento. Os termos finais da transação foram aprovados em fevereiro e, segundo eles, as seções de defesa e de jatos executivos continuam sob controle nacional.

A nova empresa já tem nome definido: “Boeing Brasil – Commercial”. Em termos de participação, a companhia terá 80% de capital americano (US$ 4,2 bilhões) e 20% de brasileiro. Para especialistas em aviação e em gestão de negócios, falta o nome Embraer e isso pode enfraquecer a posição da companhia nacional na joint-venture.

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A Força Aérea Brasileira tem dúvidas sobre o futuro da Embraer. Isso porque, com a venda do comercial aos americanos, o desenvolvimento de produtos (atualmente compartilhado entre as unidades) deve ser transferido para o comercial e isso pode ameaçar a competitividade das demais áreas.

Para o comando militar, a empresa brasileira pode ter papel fundamental em ajudar a Boeing a substituir o 737 Max, envolvido em duas grandes tragédias recentemente. Além disso, a parceria pode resolver as dificuldades da Embraer de levantar capital para crescer.

A efetivação do negócio ainda requer a apreciação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A direção da Embraer pretende concluir a parceria com a Boeing até o fim do ano.

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