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Mais um capítulo da trama entre Estados Unidos e Huawei foi ao ar na tarde desta quarta-feira (29). A multinacional desmentiu à imprensa que o seu sistema operacional próprio será lançado no próximo mês, previsão anunciada pelo diretor e vice-presidente empresarial da companhia no Oriente Médio, Alaa Elshimy. A empresa disse que a data incorreta foi divulgada devido à “alguma confusão interna”.

A data prevista para o lançamento do OS da Huawei continua sendo a divulgada pelo CEO da empresa, Richard Yu, na semana passada, confirmou a companhia. Yu afirmou que o sistema ficaria pronto na China no quarto trimestre de 2019 e seria rodado em um smartphone da marca em outros países no segundo trimestre de 2020. A gigante chinesa trabalha no desenvolvimento da infraestrutura desde 2012.

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O sistema, segundo o CEO, será compatível com os aplicativos do Android e multidispositivo, isto é, suportado em notebooks, tablets, wearables (“acessórios inteligentes vestíveis”), televisores e até carros. Os planos da Huawei de lançar seu OS próprio se intensificaram com a possibilidade de ser impedida por completo de utilizar os softwares do Google e, mais recentemente, da Microsoft.

Ainda não se sabe mais detalhes sobre o núcleo do sistema ou em que tecnologia ele é baseado, mas, segundo declarações da Huawei, ele vai executar os aplicativos Android 60% mais rápido que o software do Google.

Empresas norte-americanas começaram a suspender a venda de suas tecnologias à Huawei depois que o governo de Donald Trump a incluiu em uma lista que proíbe companhias do país de negociar com ela. O presidente reconsiderou o embargo e adiou a proibição por três meses, até 19 de agosto. Mais tarde, na semana passada, demonstrou possibilidade de fim do conflito ao sugerir que há chances de um acordo comercial entre EUA e a multinacional, apesar de ainda a considerar uma ameaça à segurança nacional.

O maior problema da Huawei hoje é o risco de perda do Android, porque sem aplicativos ou acesso aos serviços do Google, sendo a Play Store o mais relevante, seus smartphones perdem apelo tecnológico e comercial. 

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Outro grande prejuízo que coloca a empresa na corda bamba é a suposta interrupção de seus negócios com a Microsoft. Segundo pessoas próximas do conflito, a fabricante de software seguiu o Google e parou de aceitar novos pedidos da Huawei de licença de uso do Windows para seus notebooks. Nenhuma das empresas se posicionou publicamente a respeito, mas é seguro esperar que a Microsoft se una a outras companhias norte-americanas

Via: GenBeta