Muitos devem conhecer a técnica de modificação de fotos, mas o que muitos desconhecem é que há uma versão que modifica vídeos de pessoas e a coloca em diversas situações que podem não ser muito favoráveis à sua imagem. Essa técnica é conhecida como Deepfake e está se tornando cada vez mais popular, o que fez com que o governo dos EUA procurasse um modo de desmascarar esse tipo de vídeo.

Como uma solução, um artigo foi publicado e mostra como os pesquisadores norte-americanos criaram uma espécie de identificação facial de personalidades políticas como Donald Trump, Hillary Clinton, Barack Obama e Elizabeth Warren. Essas informações coletadas podem ajudar a detectar quando um vídeo é falso. Uma versão de Deepfake foi divulgada nesta semana e usa a imagem de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

publicidade

No artigo publicado, a nova técnica cria um modelo de como esses líderes falam naturalmente, com base em características faciais, como rugas no nariz, a forma como movimentam os lábios e o modo de mexer a cabeça.

Os pesquisadores apontaram as possíveis implicações caso um vídeo desses não seja desmentido rapidamente: “Com uma quantidade relativamente modesta de dados e poder de computação, uma pessoa comum pode, por exemplo, criar um vídeo de um líder mundial confessando uma atividade ilegal que leve a uma crise constitucional; um líder dizendo algo racialmente insensível, levando a agitação civil; ou um empresário alegando que seus lucros são fracos, levando à manipulação global de ações.”

Mesmo com toda a proteção e a tecnologia envolvida, a técnica de detecção pode apresentar falhas. Quando uma pessoa que foi alvo de Deepfake estava desviando constantemente o olhar da câmera, o software não conseguiu detectar se o vídeo era falso ou não. Isso significa que esse método funciona melhor quando a pessoa olha diretamente para a câmera.

O que é Deepfake?

Deepfake são falsificações de vídeo que podem fazer as pessoas parecerem estar fazendo ou dizendo coisas que nunca fizeram. A manipulação digital de vídeo existe há décadas, mas o software Deepfake, que usa inteligência artificial para modificar vídeos, tornou mais fácil a modificação de vídeos e tornou mais complicada a detecção de conteúdo falso.

Há três tipos de Deepfake conhecidos: troca de rosto, sincronização de lábios e falsificações de “corpo”. Todos eles dependem do modo como quem está fazendo a modificação vai sincronizar o modo como o rosto e a boca da vítima se move. Mas todas as sutilezas do rosto da vítima são difíceis de replicar, com isso, os pesquisadores podem aplicar essa impressão digital desenvolvida para provar que aquele vídeo é falso.


Via: Cnet