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Buracos negros são um tema que causa interesse, e intenso debate, desde que sua existência foi proposta no começo do século 20. E agora um novo estudo conduzido por uma equipe liderada por Priyamvada Natarajan, astrofísica da Universidade de Yale, esclarece um pouco sobre a formação de tais objetos.

O consenso geral é de que há buracos negros super maciços (SMBH – Super Massive Black Holes) no centro da maioria das galáxias, incluindo a nossa. Mas até agora não se sabia como o desenvolvimento de uma galáxia afetava seu respectivo buraco negro, ou vice-versa. Mas segundo a equipe de Natarajan, há evidências de que a taxa de crescimento de um buraco negro é fortemente relacionada à taxa de formação das estrelas na galáxia em que habita.

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A equipe de Natarajan, composta por Angelo Ricarte e Michael Tremmel, também da Univesidade de Yale e Thomas Quinn, da Universidade de Washington, usou uma simulação cosmológica chamada Romulus para acompanhar a evolução de diferentes regiões do universo, desde o Big Bang até o dia de hoje, incluindo milhares de galáxias simuladas nos mais variados ambientes cósmicos.

Segundo Angelo Ricarte, “as simulações mostram algo simples: os buracos negros crescem de acordo com a quantidade de estrelas em sua galáxia, independente da massa desta, do ambiente ao seu redor ou do periodo cósmico”. De acordo com os resultados os SMBHs e suas galáxias crescem em paralelo, e a relação entre eles “se corrige automaticamente”.

“Se um SMBH começa a crescer rápido demais e se torna grande demais para sua galáxia, processos físicos garantem que seu crescimento seja desacelerado em relação à galáxia. Por outro lado, se a massa de um SMBH é pequena demais para sua galáxia, sua taxa de crescimento em relação à galáxia é acelerada para compensar a diferença”.

O estudo dos buracos negros nos ajuda a entender a formação e evolução de nossa galáxia, e também de nosso universo. Analisando eventos que aconteceram bilhões de anos atrás, podemos extrair dados valiosos que nos permitem estimar o que nos espera bilhões de anos no futuro.

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Fonte: Monthly Notices of the Royal Astronomical Society