Um dos principais destaques da quarta geração do Apple Watch, lançada em 2018, é a capacidade de medir os batimentos cardíacos do usuário usando um sensor elétrico e gerar um gráfico destes dados ao longo do tempo similar a um eletrocardiograma (ECG).

Embora seja preciso o suficiente para detectar arritmia ou episódios de fibrilação auricular (A-fib), ele é incapaz de diagnosticar um infarto do miocárdio, o popular “ataque cardíaco”, já que os dados são coletados apenas em um ponto do corpo. Para detecção correta de um ataque cardíaco é necessário um ECG completo com medição em ao menos três pontos, geralmente braços, pernas e peito. 

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Mas o Dr. Miguel Ángel Cobos Gil, do Instituto Cardiovascular do Hospital Clínico San Carlos em Madri, Espanha, propôs na revista Annals of Internal Medicine uma forma de usar o Apple Watch para obter resultados semelhantes aos de um ECG completo, o que pode acelerar o diagnóstico dos pacientes.

A ideia é obter uma leitura do coração usando o Apple Watch na posição padrão no pulso, e em seguida movê-lo para o tornozelo ou qualquer outro lugar da perna. Em seguida, ele deve ser colocado sobre o peito para obter a leitura final. O pesquisador disse que os resultados mostraram-se semelhantes aos obtidos com um ECG padrão, o que significa que eles poderiam ser usados para detectar um ataque cardíaco.

Entretanto, segundo o autor do estudo devemos ter cautela, já que é necessária uma ampla gama de estudos clínicos para determinar o papel desses dispositivos no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com doença cardíaca conhecida ou suspeita.

Fonte: Daily Mail