Siga o Olhar Digital no Google Discover
A venda e a utilização de dados como moeda de troca chama atenção por conta dos diversos casos recentes. Desta vez, o autor foi o Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia que, segundo um documento obtido pela Motherboard, lucra US$ 50 milhões por ano com a venda de informações pessoais de motoristas.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Os dados vendidos incluem nomes, endereços físicos e informações de registro de veículos. O fornecimento dessas informações é um quesito obrigatório para que os motoristas obtenham uma licença. Os documentos mostraram que o lucro das vendas aumentou com o decorrer dos anos, passando de US$ 41.562 milhões em 2013/14 para US$ 52.040 milhões em 2017/18.
O documento não indica os solicitantes comerciais, mas empresas como a corretora de dados LexisNexis, e a agência de relatórios de crédito ao consumidor Experien, apareceram regularmente em investigações anteriores da Motherboard. Por meio de um e-mail, o departamento afirmou que os solicitantes também podem incluir companhias de seguros, fabricantes de veículos e possíveis empregadores.
Marty Greenstein, oficial de informações públicas do DMV da Califórnia, disse que a venda dos dados promovia objetivos relacionados à segurança rodoviária e pública. “A DMV leva sua obrigação de proteger as informações pessoais muito a sério. As informações são divulgadas apenas de acordo com a orientação legislativa, e a DMV continua a revisar suas práticas de liberação para garantir que as informações sejam divulgadas apenas a pessoas e entidades autorizadas, com fins autorizados”.
Greenstein afirmou que “a DMV também audita os solicitantes para garantir que os registros de auditoria adequados sejam mantidos e que os funcionários sejam treinados na proteção das informações, e qualquer pessoa que tenha acesso a essas informações assine um documento de segurança”.

Uma das principais leis que rege a venda de dados do DMV surgiu de um caso no próprio estado da Califórnia. Os legisladores introduziram a Lei de Proteção à Privacidade do Motorista (DPPA) em 1994, depois que um investigador particular foi contratado por um detetive particular para obter o endereço da atriz Rebecca Schaeffer. A ação resultou na morte da atriz e, desde então, a DPPA foi projetada para restringir o acesso aos dados do DMV.
A legislação, no entanto, possui uma ampla variedade de isenções, inclusive para investigadores particulares. Senadores e especialistas em privacidade digital criticaram a venda de dados do departamento, e alguns disseram que a lei deveria ser alterada.
Fonte: Motherboard