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Dois corpos celestes, um planeta e uma estrela, foram descobertos em 2001 e receberam os nomes de “HD 23079 b” e “HD 23079”, respectivamente. Agora, eles foram rebatizados com nomes bem mais agradáveis, principalmente para os brasileiros.

Guarani” e “Tupi“, esses são os novos nomes do planeta e de sua estrela, respectivamente. Em 2019, a União Astronômica Internacional (IAU) completou 100 anos e convidou mais de 110 países para o batismo de exoplanetas, aqueles localizados fora do Sistema Solar.

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No Brasil, a campanha “NomeieExoMundos” – NameExoWorlds –  começou em abril deste ano com a formação de uma comissão de especialistas, que estabeleceu regras para a aceitação de nomes.

Foram recebidas 977 sugestões entre junho e setembro de 2019, das quais a comissão separou 14 para votação do público. Dos 7 mil votos, “Guarani” e “Tupi” foram os vencedores com 15% deles.

Reprodução

Foto: Nasa/ESA/ESO

A IAU informou, em nota, que “em reconhecimento ao Ano Internacional das Línguas Indígenas promovido pela ONU em 2019, os falantes de línguas indígenas foram incentivados a propor nomes dessas línguas, e algumas dezenas de nomes selecionados são de etimologia indígena”.

Outros planetas e estrelas também foram batizados por outros países, confira:

  • Irlanda: o exoplaneta HAT-P-36b foi batizado de “Bran”, enquanto a estrela HAT-P-36 foi chamada de “Tuiren”. Os nomes são referência aos cães mitológicos da lenda irlandesa “O Nascimento de Bran”.
  • Argentina: o exoplaneta HD 48265b foi batizado de “Naqaya”, enquanto a estrela HD 48265 recebeu o nome de “Nosaxa”. Os nomes foram sugestão do líder da comunidade indígena Moqoit e significam “irmão-família-parente” e “primavera”, no idioma Moqoit.
Eric Mamajek, copresidente do Comitê Gestor “NameExoWorlds” afirmou: “As observações astronômicas levadas até agora descobriram mais de 4 mil planetas ao redor de outras estrelas – os chamados exoplanetas”.
 
“Enquanto os astrônomos catalogam suas novas descobertas usando designações semelhantes a números de telefone, tem havido um interesse crescente entre os astrônomos e o público em também atribuir nomes próprios, tal como é feito para os corpos do Sistema Solar”, completou Mamajek.
 
 
Via: G1