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A Agência Espacial Europeia – ESA – afirmou que quer focar duas de suas principais missões científicas no estudo de buracos negros para desvendar seus mistérios. A primeira, Athena (sigla em inglês para Telescópio Avançado de Astrofísica de Alta Energia), envolve o maior telescópio de raios-X construído até hoje, e seu lançamento estava programado para 2031. 

O instrumento foi projetado para capturar os fenômenos mais quentes e energéticos do cosmos com alta precisão. Ele terá a missão de estudar a evolução dos buracos negros no centro das galáxias, como eles se entrelaçam com a matéria escura e formam o tecido a partir do qual o cosmos é feito.

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A segunda grande missão científica da ESA para a próxima década é a LISA (sigla em inglês para Antena Espacial com Interferômetro a Laser), uma constelação de três satélites com uma disposição sem precedentes para observar ondas gravitacionais, um fenômeno teorizado por Einstein há mais de um século, mas que só foi observado pela primeira vez em 2016.

Reprodução

Ilustração do telescópio Athena

Quando se produz o choque entre dois objetos extremamente poderosos, como buracos negros no centro de duas galáxias que se fundem, o tecido do cosmos no espaço-tempo treme como um lago para o qual uma pedra é jogada.

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Estudos recentes revelaram que, no centro de nossa galáxia, existem buracos negros supermassivos que têm milhões ou até bilhões de vezes a massa do Sol. O “nosso”, da Via Láctea, é relativamente próximo para os padrões espaciais, a 27 mil anos-luz, e tem tanta massa quanto quatro milhões de sóis.

Cientistas acreditam que buracos negros contêm a chave para a evolução das galáxias e do universo. Sabe-se que existe uma correlação entre o tamanho de uma galáxia e o buraco negro que a habita e também que as estrelas de determinada galáxia tendem a se mover mais rápido quando o buraco negro é maior.

Se imagina que a LISA seja capaz de estudar ondas gravitacionais de frequência muito baixa, como as liberadas por buracos negros supermassivos. Com o novo planejamento, a LISA partiria em 2032, apenas um ano após a missão Athena.

 

Via: FayerWayer