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Para entender como funciona a mecânica do voo dos pássaros, cientistas construíram um drone com asas feitas de penas de pombos. A ideia foi replicar alguns dos movimentos que as aves fazem, mas que as máquinas feitas por humanos não conseguem reproduzir.

O PigeonBot foi construído na Universidade de Stanford, após estudos que analisaram cadáveres de pombos usando sistemas de captura de movimento, medindo como as penas se moviam enquanto manipulavam os ossos.

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“Comecei com apenas uma pergunta: como as penas individuais funcionam juntas?”, lembra a estudante de graduação Laura Matloff, que há muito tempo pensava em incorporar o conhecimento da biologia na engenharia. Com um microscópio, os pesquisadores descobriram que as penas possuem um rico sistema farpas e ganchos que é ativado quando as asas são abertas, como uma espécie de velcro, que é forte o suficiente para resistir à força do vento.  

Já havia estudos para a construção de uma aeronave com asas baseadas em asas de pombo, mas nesses projetos os pilotos controlavam pena individual. A pesquisa da equipe de Stanford descobriu que com o velcro, a verdadeira asa de pombo opera de forma muito mais simples, e criaram um modelo de voo em que se manipula apenas o ângulo da asa geral e o ângulo da articulação no meio. Um tendão flexível, como um elástico, altera o ângulo de todas as penas em conjunto.

A equipe então colocou 40 penas de pombo reais em um esqueleto artificial, recriando o que os pesquisadores viram nos estudos com cadáveres. O PigeonBot ainda tem uma hélice, cauda e leme artificiais, controladores e sensores – e drone voou que foi uma beleza. “Lembro do primeiro dia em que ele voou e depois que pousamos com sucesso. Foi esse sentimento de ‘oh meu Deus, realmente funcionou'”, lembrou Eric Chang, outro estudante de graduação de Stanford que participou do projeto.

A pesquisa agora pode ir em duas direções. Os estudos sobre as penas podem ajudar a desenvolver um novo tipo de velcro, e o drone auxiliar os engenheiros aeroespaciais a considerarem um modelo mais simples de voo. Mas o professor orientador David Lentink teve outra ideia: robôs-pássaros baseados em espécimes que estão armazenadas em museus. “Você pode recriar um condor de maneira robótica para entender seu comportamento de voo e usar esse insight para ajudar as espécies”, acredita.

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Via Gizmodo