A Xiaomi anunciou nesta sexta (17) que a marca Poco, criada em 2018 para oferecer aparelhos de alta qualidade a preços médios, passará a operar como uma empresa independentemente, responsável pela sua própria estratégia de mercado. A marca só tem um aparelho no mercado, o Pocophone F1.

O destino da Poco já era incerto desde julho do ano passado, quando Jai Mani, um dos principais executivos responsáveis pelo desenvolvimento da marca, deixou a Xiaomi. Havia quem apostasse no fim da Poco, especialmente depois do lançamento do Redmi K20 – melhor e mais barato.

De acordo com o TechCrunch, no anúncio da separação, a Poco insistiu que o Poco F1 continua sendo um aparelho de “sucesso”, mesmo depois de quase dois anos de lançado. “O Poco F1 é um telefone extremamente popular e continua sendo o principal candidato em sua categoria, mesmo em 2020. Acreditamos que é o momento certo para deixar a empresa operar por conta própria”, afirmou Manu Kumar Jain, vice-presidente da Xiaomi, em um comunicado.

O Redmi K20 colocou a Xiaomi num patamar mais alto do que seus outros aparelhos, talvez dispensando a necessidade de uma marca paralela para atingir esse segmento. Para o TechCrunch, o analista da Counterponint Tarun Pathak, disse que a medida permitirá que a marca Mi floresça no nível de smartphones premium, já que a empresa começa a analisar seriamente a adoção do 5G.

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“A Poco pode continuar fabricando dispositivos de primeira linha, mas com preços mais baixos e conectividade 4G. O 5G como estratégia requer uma série premium que tenha uma imagem consistente em algumas regiões, e o Mi faz isso de forma mais eficiente”, completou.

Via TechCrunch