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Cientistas britânicos e alemães fizeram história ao registrar pela primeira vez a união de átomos em uma escala 500 mil vezes menor que um fio de cabelo humano. Os pesquisadores usaram métodos avançados para capturarem a quebra de uma ligação química entre dois átomos de rênio.

No vídeo abaixo, é possível ver os átomos em formas de pequenas bolas pretas, na parte superior. Eles possuem entre 0,1 e 0,3 nanômetros, e é possível vê-los se unindo e se quebrando pouco depois.

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“Ficou surpreendentemente claro como os dois átomos se movem em pares, indicando claramente uma ligação entre eles”, afirmou Kecheng Cao, assistente de pesquisa da Universidade de Ulm, na Alemanha. “É importante ressaltar que, à medida que o Re2 desce pelo nanotubo, o comprimento da ligação muda, indicando que a ligação se torna mais forte ou mais fraca, dependendo do ambiente ao redor dos átomos”, acrescentou.

Reprodução

O grande desafio de filmar ligações atômicas é o seu tamanho nanoscópico. A equipe usou um método chamado microscopia eletrônica de transmissão (TEM). Nela, um feixe de elétrons de alta energia brilha através de uma amostra muito fina. No caso, foram usados cilindros ocos de carbono atomicamente finos e diâmetro na escala molecular, entre 1 e 2 nanômetros. “Os nanotubos nos ajudam a capturar átomos ou moléculas e posicioná-los exatamente onde queremos”, disse Andrei Kholbystov, professor de nanomateriais da Universidade de Nottingham.

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O experimento utilizou átomos de rênio porque, devido seu número atômico alto, é mais fácil de ser visualizado. “O que torna desafiador é que metais de transição, como o rênio, podem formar vínculos de ordem diferente, de um para quíntuplos”, destacou dr. Stephen Skowron, da assistência de pesquisa de pós doutorado da Universidade de Nottingham. No experimento, foi observado que dois átomos de rênio se ligam principalmente através de uma ligação quádrupla.

Via: Daily Mail