Siga o Olhar Digital no Google Discover
Estamos em 2020 e você, que lê o Olhar Digital, provavelmente já está acostumado a usar a conexão 4G no seu celular. Faz sentido: demorou um pouco, mas a maioria das cidades brasileiras e da população já estão em municípios cobertos pelas redes móveis de quarta geração.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Segundo dados de fevereiro da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), cerca de 4.700 municípios já estão cobertos pelo 4G, alcançando 97% da população brasileira. Isso não necessariamente quer dizer que o 4G é bom ou que ele cobre todo o município, mas que ele está presente, mesmo que pontualmente no território. O que esse número não deixa claro é que, apesar dos planos da Anatel, existe um grupo além dos 3% dos brasileiros que não têm 4G em suas cidades e que, dentro desses 3%, existe uma parcela do público sem contar sequer com acesso 3G.
A agência previa que até 31 de dezembro de 2019, todos os municípios brasileiros fossem cobertos com o 3G. Ao fim de março de 2020, no entanto, existem regiões que ainda não estão cobertas pela tecnologia. Mais especificamente, são oito cidades pequenas que ainda não são atendidas.
- Aporé (GO)
- Cocalinho (MT)
- Combinado (TO)
- Muçum (RS)
- Nova Ubiratã (MT)
- Ouro Branco (RN)
- Solidão (PE)
- Tabaí (RS)
Segundo dados do IBGE, a população estimada destes municípios totalizava 47.224 em 2019. É uma parcela pequena da população brasileira (211 milhões segundo as projeções mais atuais do IBGE), ou cerca de 0,02% do Brasil.
Por mais que sejam municípios pequenos, com poucos habitantes, isso significa que as operadoras não cumpriram as metas determinadas pela Anatel. A agência havia determinado em seu cronograma que até 31 de dezembro de 2017 todas as cidades com pelo menos 30 mil habitantes já deveriam estar cobertas pelo 3G, o que já está cumprido atualmente. O cronograma determinava que pelo menos uma prestadora deveria fornecer esse serviço para todas as cidades do Brasil até o fim de 2019
De acordo com a Anatel, a agência está ciente da situação dessas cidades, que não contam atualmente com indicadores de qualidade referentes ao 3G. A organização diz ter solicitado a fiscalização dos municípios in loco para aferir a situação.
O que é 2G?
O 2G é uma tecnologia de redes de telefonia móvel introduzida nos anos 1990. Na época, a preocupação da indústria de tecnologia ainda não era melhorar conexão à internet, que ainda era incipiente entre o público comum.
A ideia era criar um salto de qualidade nas chamadas de voz. O mote da tecnologia 2G é a telefonia digital, em contraponto com as redes de primeira geração, que ainda contavam com chamadas de qualidade analógica.
O 2G também introduziu a capacidade de transmissão de dados em telefones móveis, mas são velocidades pífias para os dias atuais. Você já pode ter percebido que quando o seu celular começa a mostrar o sinal de “E” (de EDGE) ou “G” (de GRPS) na barra de status, é praticamente impossível fazer qualquer coisa online, por mais leve que seja. Isso é o 2G: velocidades máximas de 400 kilobits por segundo.
A tecnologia 2G começou a ser sobreposta nos anos 2000, quando começou a penetração do 3G no Brasil. A preocupação com o 3G já era mais próxima das expectativas que temos hoje sobre para um smartphone: proporcionar uma velocidade satisfatória de conexão (para a época), que fosse equiparável à banda larga fixa. Hoje, as velocidades médias das redes de terceira geração ficam na média de 4 megabits por segundo de download e 1 megabit por segundo de upload, segundo relatório mais recente da OpenSignal publicado em janeiro.