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Se as competições automobilísticas aceleram o desenvolvimento técnico dos veículos que usamos nas ruas e estradas, o carro voador finalmente está chegando. Isso por que a Alauda, uma startup australiana, está promovendo a Airspeeder – primeira série de corridas do mundo para carros voadores elétricos tripulados.

Você já deve ter visto as corridas de drones, com os pequenos veículos voadores de controle remoto.  Então, a corrida com Airspeeders é a mesma coisa, só que com o piloto dentro de um carro (se é que podemos chamar de “carro”) com hélices, pesando 250 kg e correndo a quase 200 quilômetros por hora.

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 “Os carros voadores elétricos são uma realidade iminente que libertará nossas cidades e responderá aos desafios de mobilidade de longo prazo que enfrentamos”, acredita o fundador da Alauda, ​​Matt Pearson, em entrevista à Forbes. “Nada impulsiona a tecnologia tão rápido quanto a concorrência. Os pilotos de F1 do início do século 20 possuíam um espírito pioneiro que estamos aproveitando hoje para acelerar rapidamente o progresso”, completa.

Pearson também administra a Fleet, uma empresa australiana especializada em Internet das Coisas industrial, alimentada por uma rede de satélites. Com os Airspeeders, ele oferece um modelo semelhante ao usado na atual Fómula E: a Alauda fornecerá o hardware para as várias montadoras, e as equipes desenvolvem a aerodinâmica dos seus veículos e recrutam pilotos.

Atualmente, o Airspeeder Mk4 está na fase final de desenvolvimento. O veículo, que a Alauda chama de “octocóptero” é alimentado por baterias intercambiáveis de 500 Kw com quatro motores de 24 Kw. Além disso, o cockpit utiliza a realidade aumentada para ajudar o piloto a navegar pela pista aérea.

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Duas empresas de capital de risco da Austrália, Saltwater Capital e Jelix Ventures, já concordaram com a primeira rodada de financiamento. Ambos se especializam em apoiar startups de tecnologia em rápido crescimento. Os testes de voo tripulados do Airspeeder ocorrerão no deserto ao redor da sede da empresa na Austrália assim que as restrições relacionadas à crise global da saúde forem levantadas.

Via: Forbes