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Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, está na UTI. O chefe do executivo do Reino Unido havia dado entrada no St Thomas’ Hospital, em Londres, na noite de domingo (5) com sintomas persistentes da Covid-19 (febre e tosse), mas apresentou piora e precisará de terapia intensiva.

As primeiras informações sobre o estado de Johnson ao dar entrada no hospital eram positivas. Ele continuava capaz de se comunicar com sua equipe para acompanhar o estado da pandemia no país e oficialmente não havia sido afastado de seu cargo. No entanto, com a piora, Dominic Raab, secretário de Relações Exteriores e primeiro secretário de Estado assume as funções.

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Apesar de registrar piora em seu quadro, Boris Johnson estava consciente quando foi transferido para a UTI. Segundo sua equipe, a decisão de transferi-lo foi tomada por precaução, caso ele venha a precisar de ventilação pulmonar.

Johnson, de 55 anos, havia sido diagnosticado com Covid-19 há 10 dias, no dia 27 de março. Na ocasião do anúncio, foi muito lembrada uma declaração do primeiro-ministro dada no dia 3 de março, quando o Reino Unido ainda não levava o coronavírus tão a sério, em que ele afirmou ter dado apertos de mão em vários pacientes contaminados.

O governo do Reino Unido inicialmente havia apostado na ideia de imunidade coletiva para contenção do coronavírus, o que significaria deixar que a doença circulasse livremente pelo país. Com um número suficiente de imunizados, ela pararia de infectar novas pessoas, que não passariam o vírus adiante, protegendo também aqueles que não foram contaminados. No entanto, as medidas de contenção se acirraram prevendo um colapso do sistema de saúde que poderia causar centenas de milhares de mortes se a doença se espalhar muito rapidamente. Os dados mais recentes apontam 51.608 casos e 5.373 óbitos no país.

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