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Nos Estados Unidos, um grupo formado por profissionais de saúde solicitou a penitenciárias a doação de medicamentos utilizados para executar detentos condenados à pena de morte. Segundo eles, alguns remédios que compõem as injeções letais podem ser utilizados para sedar e diminuir a dor de pacientes com Covid-19 submetidos a ventiladores pulmonares.

De acordo com artigo da Associated Press, o grupo fez a requisição por meio de cartas enviadas ao departamento de administração penitenciária de estados. Entre as drogas solicitadas estão o sedativo midazolam, o opióide fentanil e o brometo de vecurônio.

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“Seu estoque pode salvar a vida de centenas de pessoas. Embora isso possa ser uma pequena fração do total dos casos, a ética médica diz que a medicina deve valorizar todas as vidas”, dizem as cartas.

Atualmente, 25 estados americanos aplicam a pena de morte. O artigo destaca, no entanto, que muitos os protocolos utilizados para conduzir as execuções penais costumam ser descritos apenas mediante pedidos de acesso à informação e ações judiciais.

Reprodução

Midazolam – Foto: Associated Press

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Em entrevista à Associated Press, Joel Zivot, médico e um dos signatários da carta, afirmou que a proposta é um pedido de ajuda e não visa discutir “a justiça ou injustiça da pena de morte”.

A iniciativa ainda não obteve sucesso. O governo de Wyoming, o único estado que respondeu diretamente ao pedido, afirmou que não possui nenhuma das drogas solicitadas.

Segundo a reportagem, os estados do Alabama e da Flórida não responderam aos questionamentos da Associated Press. Já Arkansas, Texas e Utah disseram que também não possuem os medicamentos descritos. O estado de Tennessee não confirmou se tem as drogas, mas indicou que não pretende doar nenhuma substância a hospitais. O governo de Oklahoma garantiu que não recebeu nenhum pedido referente a medicações de hospitais do estado.

Para Robert Dunham, diretor executivo da ONG Centro de Informações sobre Pena de Morte, os estados hesitam em revelar os medicamentos porque muitas empresas farmacêuticas, que são fornecedoras dessas substâncias, se opõem ao uso de seus produtos em execuções penais.

Fonte: Associated Press