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Pesquisadores do Instituto de Imunologia de La Jolla, na Califórnia, publicaram recentemente um estudo no jornal científico Cell onde sugerem que o organismo humano produz uma “resposta imunológica robusta” após combater o vírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19.

O estudo envolveu um grupo de 20 pacientes que se recuperaram da doença e não necessitaram de hospitalização: “Escolhemos especificamente estudar pessoas que tiveram um curso normal da doença para fornecer uma base sólida sobre o que é uma resposta imunológica normal, já que o vírus pode fazer algumas coisas bem incomuns em algumas pessoas”, disse o Prof. Allessandro Sete, autor do estudo.

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“Se tivéssemos visto apenas uma resposta imunológica marginal, teríamos ficado preocupados. Mas o que vimos foi uma resposta muito robusta das células T contra a ‘estaca de proteína’, que é o alvo da maioria dos esforços contra a Covid-19 em andamento, bem como a outras proteínas virais”, disse. “Isto é uma ótima notícia para o desenvolvimento de uma vacina”, afirma o pesquisador.

Reprodução

Ilustração de DNA/Pixabay

Estaca de proteína

A estaca de proteína é uma estrutura usada pelo vírus Sars-Cov-2 para perfurar as membranas das células do hospedeiro e infectá-las com seu código genético, que irá ordenar a célula a produzir mais cópias do vírus.

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Todos os pacientes tinham uma resposta “saudável” das células-T, que ajudou o corpo a eliminar as células infectadas com o vírus. Mas especificamente, os pesquisadores encontraram “células T CD4 reativas ao Sars-Cov-2”, que ajudaram no combate ao vírus. As células-T desempenham papel fundamental na resposta imunológica de nosso organismo contra invasores.

Em um segundo experimento, os pesquisadores encontraram estas células específicas em 40 a 60% dos indivíduos não expostos ao Sars-Cov-2, mas que já tinham sido expostos a outros coronavírus causadores de gripe.

Isto significa que mesmo antes da pandemia estes indivíduos já tinham desenvolvido uma resposta imunológica que os ajudaria a combater o Sars-Cov-2, embora os pesquisadores afirmem que ainda seja muito cedo para tirar conclusões.

Fonte: Futurism