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O Ministério da Economia anunciou na última segunda-feira (18) um acordo com a Amazon para fornecer “mais um canal de acesso a informações do governo federal” aos usuários. Salim Mattar, secretário de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, divulgou a novidade em seu Twitter, afirmando que é possível perguntar “como tirar carteiras digitais ou acesso ao auxílio emergencial” à Alexa.

Em comunicado, o governo afirmou que é possível saber como tirar documentos digitais e informações sobre prevenção contra o novo coronavírus. A parceria, segundo o secretário de Governo Digital, Luis Felipe Monteiro, tem a intenção de “colocar o governo na palma da mão de todo brasileiro” e digitalizar todos os serviços públicos até 2022. “Vamos pecar pelo excesso, de todos os assistentes, apps de mensagens”, destacou sobre os planos futuros.

Críticas

O anúncio, porém, também recebeu críticas. Joana Varon, da organização Coding Rights, destacou a brecha digital do país. “Melhorar acesso à informação sobre serviços públicos, a princípio, é fazer páginas web com informação completa, acessível, para diferentes tipos de pessoas; uma página na web com acessibilidade é muito mais eficiente do que ter que baixar apps”, afirmou.

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Além disso, ela destacou que a ideia de baixar apps e rodar sistemas de inteligência artificial por pessoas mais pobres que possuam celular de pouca memória torna isso excludente. “Para prover auxílio emergencial justamente às pessoas mais vulneráveis o governo faz o quê? Dois apps”, criticou. 

Em comparação com outros aplicativos populares, como WhatsApp, Twitter e Instagram, a Alexa no celular exige mais memória, chegando a ocupar até 263 MB. 

 

 

 

Via: Folha de S. Paulo