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Além dos astronautas Doug Hurley e Bob Behnken, uma das estrelas da tentativa de lançamento da primeira missão tripulada da SpaceX, nesta quarta-feira (27), foram os trajes espaciais projetados pela empresa.

Brancos, com detalhes em cinza e um design “clean”, eles são bem diferentes do “traje de abóbora” que era usado pelos astronautas durante missões do ônibus espacial, e parecem ter saído de um filme de ficção científica.

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Segundo a SpaceX, isso foi proposital. “Levamos três, quase quatro anos para criar trajes que, ao mesmo tempo, são bonitos e funcionam bem”, disse Elon Musk, fundador e CEO da SpaceX.

Os trajes foram criados pela própria empresa, em parceria com a Nasa e considerando sugestões de Hurley e Behnken. Um dos objetivos era integrar materiais e tecnologias modernas em um traje que, além de confortável, se integrasse de forma transparente com a cápsula Crew Dragon.

Reprodução

Tripulação da STS-135, última missão do ônibus espacial, posa com o ACES (Advanced Crew Escape Suit) ou “pumpkin suit”, traje projetado pela Nasa. Doug Hurley, tripulante da Crew Dragon, é o segundo da esquerda para a direita. Fonte: Nasa

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“Uma das coisas que consideramos importantes durante o desenvolvimento foi a facilidade de uso, algo que a tripulação simplesmente tivesse de plugar ao se sentar, e o próprio traje faz o resto a partir dali”, disse Chris Tipp, da SpaceX. “Eles são realmente parte do veículo, então pensamos neles como um sistema composto pelo traje e assento”.

Tecnicamente eles são “trajes de pressão” (Pressure Suits), criados para proteger os astronautas de uma despressurização da cápsula durante o lançamento, e não devem ser confundidos com os verdadeiros “trajes espaciais” (EVA Suits) projetados para uso no vácuo do espaço, durante atividades fora da estação espacial.

Resistentes a chamas e impactos, os trajes têm um sistema de comunicação e controle de temperatura embutidos. O rádio e microfones ficam no capacete. Ar e energia elétrica fluem através de um único cabo umbilical conectado ao assento do tripulante na espaçonave.

As luvas também tem uma mudança interessante: além de duráveis e flexíveis, elas têm de ser condutivas, já que os astronautas controlam a Crew Dragon através de telas sensíveis ao toque.

“Trabalhamos em conjunto com aa SpaceX para definir a forma de interação, como os toques são registrados na tela, para que possamos voar sem risco de erros ao confirmar ou introduzir uma informação”, disse Behnken em uma conferência de imprensa da Nasa.

“Queremos inspirar as crianças para que digam que querem vestir esse uniforme um dia. Que digam ‘Sim, quero ser um astronauta! Quero trabalhar com engenharia aeroespacial, com voos espaciais avançados’. O que queremos hoje é reacender o sonho do espaço”, disse Musk.

Fonte: TechCrunch