Representantes dos entregadores de aplicativos como iFood, Uber Eats e Rappi se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), nesta quarta-feira (8), para apresentar as demandas da categoria. Os trabalhadores reclamam das jornadas de trabalho exaustivas, que chegam a durar mais de 14 horas, e da falta de descanso semanal, entre outros pontos. A categoria pede a aprovação de uma legislação específica para eles, que garanta melhores condições de trabalho.

Em abril do ano passado, foram registrados 5,5 milhões de entregadores de aplicativos. Além da legislação específica, a categoria pede também o aumento da taxa mínima das entregas, o fim dos bloqueios e desligamentos das plataformas de entregas de forma injusta e sem justificativas, e uma tabela fixa de preço do frete das entregas. Eles pedem também mais segurança no trabalho, com a criação de seguro, e que as plataformas ofereçam equipamentos de segurança individual gratuitamente.

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Entregadores pedem uma legislação específica para a categoria. Imagem: Divulgação

O encontro foi organizado pela bancada do PSOL na Câmara. Segundo Fernanda Melchiona (PSOL/RS), líder do partido na Casa, Maia se comprometeu a criar um grupo de trabalho para formatar os mais de 20 projetos de lei que tramitam na Câmara e transformá-los em um projeto único, com as principais reivindicações da categoria. Uma audiência pública também deve acontecer para tratar do tema.

“A reunião com Rodrigo Maia foi importante para que a categoria pudesse apresentar as demandas do movimento e alertar sobre a necessidade de garantir direitos trabalhistas”, afirmou a deputada Melchiona. “A pandemia tem escancarado a precarização a que esses trabalhadores estão submetidos. Considero que foi muito produtiva. Agora, vamos continuar as cobranças e o trabalho em prol de direitos”, concluiu.

Mobilização

A reunião com o deputado Rodrigo Maia aconteceu uma semana após a realização da primeira paralisação da categoria, no dia 1° de julho. Os entregadores afirmam que uma nova greve nacional está prevista para o próximo dia 25.

Os trabalhadores alegaram durante a reunião que, mesmo com jornadas acima de 14h diárias, eles não recebem nem um salário mínimo ao final do mês. Segundo eles, por conta da pandemia, os serviços de entrega por aplicativo tornaram-se essenciais, e por consequência os entregadores ficam mais expostos ao vírus.

Via: Agência Brasil