Vigilância cresce, apesar de reconhecimento facial ser ineficaz no combate ao crime

De acordo com a Electronic Frontier Foundation, mais de 5.300 pontos de monitoramento foram implementados pela polícia; tipo de vigilância muda conforme 'status social' da localidade
Redação 20/07/2020 18:40, atualizada em 15/08/2025 10:07
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De acordo com um estudo da Electronic Frontier Foundation, a vigilância de cidadãos norte-americanos cresce a cada ano e se torna arma indispensável de instituições governamentais. Mesmo que recursos como o reconhecimento facial sejam comprovadamente ineficazes para combater crimes na opinião da própria polícia, um mapa disponibilizado pela ONG aponta 5.300 pontos, com 12 tipos diferentes de monitoramento: leitores de placas, reconhecimento facial, simuladores de sites de celular e drones. 

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Os recursos de monitoramento, curiosamente variam de acordo com cada região. Separadas em 12 categorias diferentes de monitoramento, as câmeras em anel, por exemplo, são muito usadas nos subúrbios de Chicago e Dallas. Já os leitores de placas são populares nas áreas urbanas; áreas rurais parecem favorecer o uso de drones.

Mapa mostra 5300 pontos de vigilância nos EUA. Image: Atlas of Surveillance

Existem poucos pontos de dados em Manhattan e Brooklyn, por exemplo, que podem sofrer mudanças no próximo ano, já que a cidade de Nova York vai implementar uma nova medida que obriga o Departamento de Polícia de Nova York a compartilhar informações básicas sobre a tecnologia de vigilância.

O estudo ressalta que o mapa não possui um panorama completo de todos os locais em que estão sendo monitorados o tempo todo, mas os lugares onde essas tecnologias estão em uso. É possível supor que os dados refletem apenas um conjunto de informações que os departamentos de polícia optam por acumular até que o governo local revogue essa decisão. 

Atualmente, a maioria dos estados não possuem leis que regulamentam o uso desses dados e o uso do reconhecimento facial. Ainda este ano, gigantes da tecnologia como a Microsoft, IBM e Amazon abandonaram ou congelaram seus respectivos projetos em reconhecimento facial alegando preocupações com liberdades civis. 

 Fonte: Gizmodo

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Redação

Redação é redator(a) no Olhar Digital

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