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Todo ser humano começa sua “vida” como uma única célula, que vai se dividindo e, recebendo sinais de células adjacentes, se diferenciam e formam os tecidos do corpo. Na medicina regenerativa, controlar essa diferenciação em laboratório é crucial para que as células-tronco possam se tornar a desejada.

A forma mais comum de fazer isso é usando estimuladores químicos. Porém, essa metodologia só permite fazer um único tipo de célula, não conseguindo reproduzir a complexidade dos organismos vivos. Porém, um outro processo, inspirado no desenvolvimento natural das células, está ganhando espaço. Esse método envolve corpos embrioides – pequenos agregadores celulares – que faz com que a interação entre as células as diferencie uma das outras.

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Dentro desse empacotamento, parâmetros como número de células, tamanho e esfericidade do corpo embrioide influenciam no tipo de célula que será produzida. No entanto, como os cientistas não conseguiam controlar esses parâmetros, eles se viam obrigados a produzir um grande número e selecionar os que apresentam as características adequadas para serem usados em determinada ocasião.

Nova pesquisa

Agora, uma equipe da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura publicou um novo estudo sobre a fabricação de aditivos para controlar essa diferenciação das células-tronco. Utilizando vários dispositivos em escala micro com geometrias bem ajustadas, os pesquisadores alcançaram uma precisão sem precedentes na diferenciação dirigida das células por meio da formação de corpos embrioides.

“O que demonstramos é que a impressão 3D atingiu agora o ponto de precisão geométrica onde é capaz de controlar o resultado da diferenciação das células-tronco. E, ao fazer isso, estamos impulsionando a medicina regenerativa a avançar ainda mais”, destacou o professor assistente Javier Fernandez.

“O uso da impressão 3D em biologia tem se concentrado fortemente na impressão de tecidos artificiais usando células para construir órgãos artificiais ‘pedaço por pedaço’”, explicou o pesquisador principal, Rupambika Das. “Agora, demonstramos que a impressão 3D tem potencial para ser usada em uma abordagem bioinspirada na qual podemos controlar o crescimento das células em um laboratório da mesma forma que crescem na natureza”, finalizou.

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Via: MedicalXpress