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Se já existem carros autônomos, era de se esperar que outros tipos de veículos também estivessem sendo desenvolvidos com o mesmo propósito: não precisar de controlador humano. A startup Xwing, operando em sigilo, já realizou vários vôos de decolagem autônoma com sucesso usando um avião Cessna clássico para o transporte aéreo regional de passageiros em curta distância.

A empresa afirma que esta é a primeira vez que uma empresa realiza um vôo totalmente autônomo para uma aeronave desta categoria da decolagem à aterrissagem, em um intervalo de 500 milhas, aproximadamente 800 quilômetros. A empresa já obteve o certificado Part 135 de transportadora aérea e pretende iniciar operações de vôos comerciais de carga nos próximos meses.

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Desde julho, a Xwing já completou mais de 70 horas de tempo de motor para testes de solo e de vôo e mais de 40 horas de tempo de vôo automatizado. A empresa espera implantar sua tecnologia no mercado mais rapidamente operando sua própria frota, mas está aberta a futuras parcerias e oportunidades de licenciamento com outras operadoras para tornar a tecnologia mais amplamente disponível.

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Crédito: shutterstock

O transporte aéreo enfrenta um mercado de baixa oferta e alta demanda. De acordo com a FAA, o setor sofreu uma redução de 30% no número de pilotos qualificados nos últimos 30 anos. Enquanto isso, o boom em logística e atendimento, e especialmente na entrega no dia seguinte, acrescentou uma carga enorme ao ecossistema de transporte aéreo.

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O sistema Autoflight da Xwing atualiza aeronaves existentes para converter aviões em veículos opcionalmente pilotados, integrando-se a sistemas de controle de vôo  de bordo, que permite que a aeronave navegue, decole e pouse de forma autônoma, garantindo operações mais econômicas para empresas de logística. De acordo com a empresa, isso gera uma economia de custos de 20 a 30%.

“O futuro do transporte aéreo é autônomo”, disse Marc Piette, CEO e fundador da Xwing. “Acreditamos que o caminho para a autonomia total começa com o mercado de carga aérea, e envolve operadores remotos supervisionando frotas de aeronaves não tripuladas.”

Fonte: ZDNet