Siga o Olhar Digital no Google Discover
A descoberta de fosfina na atmosfera de Vênus despertou o interesse da Agência Espacial Federal Russa, a Roscosmos. Durante um evento ocorrido na terça-feira (15) em Moscou, o chefe da agência, Dmitry Rogozin, chegou inclusive a definir uma nacionalidade para o planeta: russo, é claro.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
O comentário faz referência às missões do programa espacial Venera, conduzido pela então União Soviética, que enviou dezenas de sondas a Vênus nas décadas de 60, 70 e 80.
Foi durante este programa que a primeira máquina construída por humanos, a Venera 3, pousou em outro planeta, em 1º de março de 1966.
“Nosso país foi o primeiro e único a pousar com sucesso em Vênus”, lembrou Rogozin em entrevista citada pelo The Moscow Times.

Dmitry Rogozin, líder da Roscosmos. Imagem: Creative Commons
A sonda, contudo, sofreu uma falha no sistema de comunicação e não conseguiu cumprir seus objetivos. O motivo: o ambiente venusiano é um verdadeiro “inferno”, nas palavras do próprio Rogozin.
Isso foi comprovado quatro anos mais tarde, em 1970, quando outra nave, a Venera 7, finalmente conseguiu fazer um pouso bem-sucedido por lá. Ela enviou dados de volta à Terra por apenas 23 minutos, antes de sucumbir às condições nada tranquilas do planeta.
A Nasa, por outro lado, sempre esteve mais interessada em Marte, embora tenha enviado uma sonda e um orbitador a Vênus em 1978, durante a missão Pioneer. Os dois objetos estudaram o planeta por mais de uma década, e foram inutilizados em agosto de 1992.
Exploração de Vênus
Agora, EUA e Rússia planejam se unir na exploração de Vênus por meio do programa Venera-D, que enviará uma sonda ao planeta até 2031. Paralelamente, a Roscosmos anunciou que voltará a conduzir missões independentes ao mesmo destino.
“Continuar a exploração de Vênus está nos nossos planos”, afirmou Rogozin. “Primeiro, teremos o projeto Venera-D em cooperação com os americanos, mas também pretendemos enviar a nossa própria missão ao planeta, que consideramos russo e, por isso, não podemos ficar para trás”.
De acordo com o líder da Roscosmos, os projetos de missões a Vênus estão incluídos no programa governamental de exploração espacial da Rússia para a próxima década, com execução prevista até 2030.
Via: Futurism